Polícia prende quadrilha que clonava cartões de crédito e lucrava R$ 20 milhões por mês

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A polícia do Paraná prendeu nesta quinta-feira (16) seis pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que clonava cartões de crédito. O grupo lucrava R$ 20 milhões por mês em ações em diversos Estados do país, acredita a polícia. A operação, batizada de Trilha Falsa, aconteceu ontem (15) nos Estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A polícia também fechou duas fábricas que produziam cartões plásticos para serem usados no golpe e apreendeu mais de mil cartões de crédito e débito, centenas de cédulas de identidade em branco e preenchidas, 70 máquinas que fazem leitura dos cartões, notebooks, CPUs, pendrives e telefones celulares. Quatro pessoas ainda estão foragidas.

As investigações começaram em novembro do ano passado e mostram que os suspeitos se passavam por falsos técnicos de manutenção das operadoras de cartões de débito e crédito para ter acesso a máquinas e leitores de cartão. Segundo a polícia, o grupo trocava a leitora dos cartões por um dispositivo e, depois de trinta dias, eles voltavam aos estabelecimentos e novamente trocavam a leitora da máquina, pegando a máquina onde os dados de todos os cartões já estavam armazenados.

Todo o procedimento, segundo o delegado-chefe Miguel Stadler, era facilitado pelo funcionário de uma firma terceirizada que prestava serviços de manutenção das máquinas. "De posse dos dados dos cartões, os falsários vendiam as informações contidas na 'trilha', que é o local do cartão onde ficam os códigos que identifica o portador e todos os seus dados", afirma o delegado. Estas informações eram repassadas a quadrilhas para que os cartões de crédito fossem clonados.

Para produzir os cartões falsos, a quadrilha mantinha duas fábricas, uma na capital paulista e outra em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.

"A quadrilha era muito bem organizada. Conseguimos prender os cabeças e fechar as duas fábricas de cartões falsos. Com isso acabamos completamente com as atividades criminosas do grupo que agia principalmente no eixo São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul", explicou o delegado, por meio de nota.

Foram presos provisoriamente Moacir Hilmann, 42, Alexandre Alves Ferreira, 27, Lineu Carlos Gomes, 29, o uruguaio Edys Camargo Abricó, 33, Michele Bueno, 28, e Anderson Arthur Bueno, 29. Estão foragidos, Velci Antonio Siebert, 50, Arlindo Oliveira Neri, 43, Adauto Jorge Dimbra, 46, Elirde Maria dos Santos, 37. Eles podem ser condenados por formação de quadrilha, estelionato, falsificação ideológica, uso de documentos falsos.

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