Casos semelhantes ao Santo André que ganharam repercussão nos últimos anos

Do UOL Notícias
Em São Paulo

De acordo com a Polícia Militar de São Paulo, o caso de cárcere privado de Santo André, com 100 horas de duração, foi o mais longo do gênero no Estado. Outros casos semelhantes ganharam grande repercussão recentemente.

Campinas, abril de 2007
O segundo cárcere privado mais longo da história do Estado de São Paulo ocorreu entre 24 e 26 abril de 2007. Gleivson Flávio Sales, 23, manteve uma mulher e duas crianças reféns por 56 horas, em Campinas (95 km a noroeste de São Paulo). Ameaçado de morte na penitenciária Campinas-Hortolândia, Sales estava foragido desde outubro de 2005, quando foi flagrado pela polícia furtando uma loja.

Para supostamente não ser baleado pelo policial que o perseguia, o rapaz - armado com uma pistola - invadiu uma casa e manteve reféns Mara Silva de Souza, 30, e seus três filhos - de 3, 7 e 10 anos. Após Sales liberar todos os reféns, a polícia invadiu a residência e prendeu o rapaz, que atualmente está preso na cadeia pública de Casa Branca.

Osasco, janeiro de 2007
Em 3 janeiro de 2007, o preso Edson Félix dos Santos, 34, em saída temporária, invadiu a casa da ex-mulher em Osasco, na Grande São Paulo, e a fez de refém. Após 37 horas de seqüestro, Carla Joelma Viana, 33, aproveitou um momento de distração do ex-marido e fugiu pela janela.

O presidiário foi autuado em flagrante por cárcere privado, seqüestro e porte ilegal de arma e foi conduzido novamente à prisão de Valparaíso, interior do Estado de São Paulo.

Rio de Janeiro, novembro de 2006
Em 11 de novembro de 2006, o vigilante desempregado André Luiz Ribeiro da Silva, 35, manteve quase 60 pessoas presas no ônibus da linha 499 (Cabuçu - Central do Brasil). O seqüestro durou mais de dez horas. Entre as pessoas mantidas como refém estava sua ex-mulher, a auxiliar de enfermagem Cristina Ribeiro, 36.

Apesar de separados, ele afirmava a todos no ônibus que havia sido traído e que queria matá-la. Ninguém ficou ferido. Silva ganhou liberdade em abril de 2007 e se reconciliou com a mulher.

Rio de Janeiro, julho de 2001
Em 12 de julho de 2001, o ônibus da linha 174 (Central-Gávea) foi seqüestrado no Jardim Botânico, Rio, por Sandro Barbosa do Nascimento, 21, que inicialmente pretendia fazer um assalto.

Nascimento não conseguiu sair do ônibus e decidiu manter dez reféns dentro do ônibus por mais de quatro horas, entre eles a professora Geísa Firmo Gonçalves, 20.

Quando Nascimento, umas das vítimas da chacina da Candelária, estava prestes a se render e já havia descido do ônibus e liberado vários reféns, o soldado do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Marcelo Oliveira dos Santos se aproximou do seqüestrador e disparou com uma metralhadora.

Geísa estava sendo segurada por Nascimento no momento em que o policial atirou e foi atingida pela arma de Santos. O criminoso, que usava um revólver Rossi calibre 38, disparou três vezes contra Geísa. Em novembro do mesmo ano, Santos foi inocentado de qualquer responsabilidade na morte da professora.

O seqüestro causou grande repercussão e foi transformado no documentário "Ônibus 174", dirigido por José Padilha. Já o cineasta Bruno Barreto optou por criar uma filme ficcional sobre o ocorrido, com estréia prevista para 24 de outubro.

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