Policiais acusados da morte do menino João Roberto no Rio vão a júri popular

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Os policiais militares acusados da morte do menino João Roberto em julho deste ano na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, serão levados a júri popular. A sentença contra Elias Gonçalves da Costa Neto e Wiliam de Paula foi proferida nesta sexta-feira (17) pelo juiz Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez, do 2º Tribunal do Júri da Capital, informa o Tribunal de Justiça (TJ) estadual.
  • Reprodução/Rafael Andrade/Folha Imagem

    No dia 6 de julho de 2008, os PMs efetuaram pelo menos 17 disparos de pistola e fuzil contra o automóvel onde estavam o menino João Roberto (foto), de 3 anos, sua mãe Alessandra Soares, e seu irmão Vinícius Soares, de 3 meses, após confundirem o veículo da família com o de criminosos


No dia 6 de julho de 2008, os PMs efetuaram pelo menos 17 disparos de pistola e fuzil contra o automóvel onde estavam o menino João Roberto, de 3 anos, sua mãe Alessandra Soares, e seu irmão Vinícius Soares, de 3 meses, após confundirem o veículo da família com o de criminosos.

"No tocante à autoria, existem indícios suficientes de que os réus praticaram os delitos a eles imputados na peça vestibular. Embora tenham exercido em Juízo o direito de permanecerem em silêncio, os acusados admitiram em sede policial que no dia, hora e local dos fatos efetuaram os disparos de arma de fogo", escreveu o magistrado na decisão.

De acordo com nota do TJ, mesmo que os acusados tenham ficado em silêncio durante o interrogatório, o juiz acredita que há indícios suficientes contra os policiais, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público.

O juiz ressalta que "os fatos causaram grande repercussão social, eis que praticados por integrantes da polícia militar, cuja missão constitucional é a de preservar a segurança e a ordem pública".

Os acusados devem continuar presos provisoriamente para "garantir a ordem pública". "Embora os réus sejam primários, de bons antecedentes, na hipótese sub judice subsistem íntegros os motivos autorizadores da manutenção da custodia cautelar", afirma o juiz na decisão.

Elias e Wiliam seguem presos até o julgamento, que não tem data definida. Segundo o TJ, a defesa dos réus ainda pode recorrer da sentença de pronúncia.

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