Em quatro meses de Lei Seca, mortes no trânsito caem só 5% em relação a 2007

Elisa Estronioli*
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Após quatro meses de Lei Seca, o ritmo de queda de mortes nas estradas diminui. Em julho, primeiro mês de vigência da lei, as mortes caíram 14,5% em comparação com o mesmo mês de 2007. Já no bimestre julho/agosto, a redução foi para 12,7% com relação ao mesmo período do ano anterior. O trimestre julho/agosto/setembro apontou diminuição de apenas 6,1%. E o balanço dos quatro meses, incluindo outubro, indica redução de apenas 5% (de 2.372 mortes em 2007 para 2.254 neste ano).

Esses números foram divulgados nesta terça-feira (21) pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). Em nota, a PRF atribui a diminuição do ritmo de queda de mortes ao retorno do hábito de beber pelos motoristas, apostando em deficiências na fiscalização, "sobretudo no interior do país".

Entre 20 de junho e 20 de outubro de 2008, o número de acidentes fatais apresentou baixa de 5,5% (caindo de 1.925 em 2007 para 1.819 neste ano) e a soma de pessoas socorridas nas rodovias foi 8,1% menor que no mesmo quadrimestre de 2007.

A fatalidade dos acidentes também diminuiu: no ano passado, a cada 21,3 acidentes, um era fatal; já neste ano a proporção saltou para um acidente fatal a cada 24,8 - índice influenciado não apenas pela queda das mortes, mas também por um aumento no número de acidentes.

Mortes diminuem, mas acidentes aumentam
Ao contrário dos acidentes fatais, a quantidade geral de acidentes e de feridos aumentou nesse intervalo de 120 dias com relação ao mesmo período em 2007. No quadrimestre de 2008, a PRF computou 45.080 acidentes (alta de 10% com relação a 2007) e 25.392 feridos (alta de 1,8%). No mesmo período de 2007, foram 40.991 acidentes e 24.934 feridos.

O balanço indica ainda que, quatro meses após o início da Lei Seca, cerca de 20 condutores são presos diariamente por estarem com quantidade de álcool no sangue acima do tolerado. Em 120 dias, foram 3.655 reprovações no teste do bafômetro, mais de 30 por dia, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com a PRF, para reforçar a fiscalização, o governo federal deve comprar 10 mil bafômetros, ao custo de R$ 70 milhões.



*Com informações da Agência Estado

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