Marcos Valério é transferido para Tremembé, onde estão Lindemberg e Nardoni

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O empresário Marcos Valério, que teve prisão preventiva decretada ontem, foi transferido para a penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, em São Paulo, no final da tarde desta terça-feira (21). É a mesmo local onde estão Lindemberg Alves, acusado de matar a ex-namorada Eloá após um seqüestro de mais de cem horas em Santo André, e Alexandre Nardoni, acusado de matar a filha Isabella.

O empresário mineiro, que é réu do mensalão, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Avalanche, deflagrada no último dia 10 de outubro, acusado de "encomendar" um inquérito contra fiscais da Receita para favorecer a Cervejaria Petrópolis.
  • 09. ago.2007 - Folha Imagem

    O empresário Marcos Valério foi preso em BH no dia 10 de outubro, durante a operação Avalanche da PF


Ele cumpria prisão temporária na sede da superintendência da PF, na capital paulista, mas, com a prisão preventiva, teve que ser transferido. Segundo a Polícia Federal, ele deve seguir preso por cerca de 81 dias. Seu sócio Rogério Lanza Tolentino, também foi para a penitenciária de Tremembé.

A júiza Paula Montovani Avelino, da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, converteu a prisão temporária em preventiva por "ficaram demonstrados os requisitos exigidos para decretação de suas custódias preventivas, uma vez que sua colocação em liberdade, nesse momento, comprometeria a regularidade da instrução criminal e colocaria em risco a aplicação da lei penal".

A juíza acrescenta que "os investigados, um dia antes de deflagrada a operação, tinham ciência prévia de que seriam presos, fato descoberto por meio do monitoramento autorizado judicialmente, que ainda vigorava em relação às suas linhas telefônicas, o que denota ter ocorrido 'vazamento' de informações sigilosas". Sendo assim, continua, se os investigados conseguem obter informações de processo sigiloso, em liberdade, poderão colocar em risco o andamento do processo.

O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, não foi encontrado pela reportagem para comentar a transferência. Ontem ele informou que deveria protocolar pedido de habeas corpus "no máximo até esta quarta-feira". Leonardo chegou a declarar que seu cliente corre risco de morte numa prisão comum, pois é réu no caso do mensalão.

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