Pai de Eloá nega envolvimento em quadrilha de Alagoas

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizado às 20h05

O pai de Eloá Cristina Pimentel negou nesta terça-feira (21) que tenha cometido os crimes pelos quais é acusado pela polícia de Alagoas. Em entrevista à rádio CBN, Everaldo Pereira dos Santos - que havia se apresentado como Aldo José da Silva - afirmou que é perseguido por autoridades de Alagoas e que tem medo de ser morto.

O ex-cabo afirmou que nunca integrou a chamada "gangue fardada", responsável por vários crimes de pistolagem, roubos de carros e assaltos em Alagoas.
  • Rivaldo Gomes/Folha Imagem

    O pai de Eloá, que se apresentou como Aldo, aparece em foto ao ser socorrido no último dia 16 em Santo André após as negociações do seqüestro terem falhado. A Polícia Civil de Alagoas suspeita que ele seja foragido, acusado de participar de um assassinato


Na noite desta terça, o delegado geral da Polícia Civil do Estado de Alagoas, Marcílio Barenco, confirmou que Santos é foragido da Justiça alagoana acusado pelo homicídio de Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa. Ainda segundo o delegado, o pai de Eloá usava documentos falsos com o nome de Aldo José da Silva e tem processo no Tribunal de Justiça de Alagoas desde 1993. Everaldo é ex-militar de Alagoas e deixou a corporação naquele mesmo ano. Ricardo Lessa foi morto em 1991. Na época do crime, em Maceió, além do delegado, foi morto também seu motorista Antenor Carlota.

De acordo com o juiz da 9ª Vara Criminal, Geraldo Amorim, Santos tem uma ficha criminal vasta, é considerado foragido, se capturado vai responder à ação penal e já tem sua prisão preventiva decretada. "Ele é acusado também de participação em uma rede criminosa, intitulada na época como gangue fardada", declarou Amorim.

"Não é mais uma suspeita, está confirmado, o pai de Eloá é Everaldo Pereira dos Santos foragido da Justiça alagoana. A informação foi confirmada através das fotos apresentadas pela imprensa e por familiares do próprio acusado", relatou o delegado.

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Barenco confirmou ainda que foram enviados, desde ontem, todos os documentos necessários ao delegado geral do Estado de São Paulo, Maurício, e o mesmo encaminhou ao delegado de homicídios Marcos Carneiro, além do delegado titular de Santo André também ter tido aceso à documentação. Agora a polícia de Alagoas aguarda um posicionamento formal da polícia de São Paulo.

"É lamentável que isso aconteça em um momento tão constrangedor. A filha dele não tem nada a ver com os problemas do pai. A morte da menina causou um constrangimento em todo o Brasil, todos nós ficamos tristes com o corrido", lamentou Ronaldo Lessa.

Para a família de Eloá, a notícia é desconhecida. A informação é de que a família saiu de Alagoas para buscar uma vida melhor em terras paulistas. "Essa de que o Aldo é foragido da Justiça é uma surpresa para todos nós. O que sabemos até hoje é que a nossa prima, Ana Cristina, foi para o Estado de São Paulo em busca de melhores condições de vida", declarou Márcio Ângelo Rocha, 34, primo de Ana Cristina.

Everaldo Pereira residia em Maceió, quando deixou a capital alagoana com a família e seguiu para o ABC paulista. Durante as mais de 100 horas em que a filha esteve em poder do seqüestrador, Aldo, como é conhecido em São Paulo, só foi visto quando foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

* Com informações de Mônica Cavalcante, especial para o UOL em Maceió (AL), e da Agência Estado

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