Secretários apresentam a deputados de SP proposta de reajuste para policiais civis

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
Em São Paulo

Os secretários paulistas Sidney Beraldo (Gestão Pública) e Ronaldo Marzagão (Segurança Pública) estiveram reunidos hoje (21), no Palácio dos Bandeirantes, para apresentar aos líderes dos partidos na Assembléia Legislativa uma proposta de reajuste salarial para os policiais civis. A informação foi confirmada pelas assessorias de imprensa da Secretaria de Gestão Pública e do Palácio dos Bandeirantes.

Ontem, o governo de São Paulo enviou a proposta, por escrito, à Assembléia Legislativa. Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública, as medidas, em forma de projeto de lei complementar, devem beneficiar também os policiais militares e a polícia técnico-científica e prevêem reajuste linear no salário base de 6,5% a partir de 1º de janeiro de 2009 e mais 6,5% a partir de janeiro de 2010. O projeto ainda propõe uma aposentadoria especial para os policiais civis e a extinção da quinta classe da categoria.

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O ministro Tarso Genro (Justiça) evitou nesta terça-feira entrar em choque com o governador José Serra (PSDB) ao receber representantes de entidades sindicais para falar sobre a greve da Polícia Civil de SP

"Estamos encaminhando para a Assembléia Legislativa aquilo que o governo entende que é possível do ponto de vista orçamentário", disse Sidney Beraldo, em nota.

De acordo com o assessor de comunicação da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado, Renato Flor, esta foi "a primeira vez que há algo (uma proposta do governo) por escrito". Segundo ele, isso foi um avanço e será analisado pela categoria. "Agora temos algo para avaliar", disse ele à Agência Brasil.

Os policiais civis estão em greve no Estado desde o dia 16 de setembro, só atendendo casos de emergência. Em audiência ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho, ficou acordado que os policiais civis, em greve, deveriam manter 80% do seu efetivo trabalhando.

Os policiais civis dizem estar cumprindo o acordo, mas o Ministério Público do Estado deverá fiscalizar se isto está de fato ocorrendo, atendendo a uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski.

Hoje, representantes dos sindicatos dos policiais civis e de centrais sindicais estiveram reunidos em Brasília com o ministro da Justiça Tarso Genro. Segundo o ministro, só haverá interferência nas negociações para acabar com a greve se o governador pedir sua ajuda. Do contrário, o ministro disse que haveria uma "fricção federativa" envolvendo a União, os Estados e os municípios.

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