Nayara tem alta médica e presta depoimento no próprio hospital

Guilherme Balza e Daniela Paixão
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizada às 16h15

A adolescente Nayara Rodrigues, 15, mantida refém por Lindemberg Fernandes Alves, fala hoje pela primeira vez desde o fim do seqüestro, em depoimento à Polícia Civil de Santo André no próprio
  • Reprodução

    Após a cirurgia, Nayara deve passar por avaliações com um clínico, um psicólogo e um psiquiatra

hospital onde ela esteve internada. Nayara recebeu alta por volta das 15h.

Segundo o secretário de Saúde do município de Santo André, Homero Nepomuceno Duarte, o Centro Hospitalar Santo André reservou um espaço para Nayara ser ouvida e também destacou uma equipe de psicólogos que acompanharão o depoimento. A previsão, segundo o secretário, é que o depoimento dure de 2h a 2h30.

Baleada na boca por Lindemberg na última sexta-feira (17), Nayara passou hoje por um procedimento ortodôntico antes de receber alta hospitalar. A jovem trocou o aparelho colocado na sexta por outro que deverá ser usado por 90 dias e passa bem.

Angelo Carbone Sobrinho, advogado da adolescente, declarou que não acredita na possibilidade de Nayara ser pressionada para não delatar possíveis erros do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) na operação de resgate. "O promotor de Justiça estará lá para defendê-la. Ela irá falar a verdade, doa a quem doer", disse.

Carbone Sobrinho afirmou que ainda não conversou com a adolescente. "Ainda não falei com a Nayara. Vou saber a versão dela sobre o que aconteceu no apartamento por meio do depoimento de hoje".

Medidas judiciais
O advogado declarou que entrará com duas medidas a favor de Nayara na Justiça. A primeira, um pedido de liminar de tutela antecipada, que, se deferido, obriga o Estado de São Paulo a arcar com as despesas com psiquiatria, ortodontia, medicação, entre outras. De acordo com Carbone Sobrinho, o pedido será julgado até a semana que vem.

Secretário de saúde anuncia alta da adolescente Nayara

    A segunda medida é uma ação indenizatória contra o Estado, ainda não protocolada, no valor de R$ 2 milhões ou R$ 2,5 milhões, motivada por pelos supostos erros cometidos pela polícia durante o processo de negociação e resgate, como o retorno de Nayara ao cárcere privado.

    "'Lixo' da sociedade"
    "Esta ação demora cerca de 10 a 11 anos para ser julgada em definitivo", explicou o advogado. "Eu me coloquei na situação de pai dela para avaliar os danos morais e financeiros que ela irá sofrer ao longo dos anos, com tratamento médico, suporte escolar, entre outros tantos", completou.

    Carbone Sobrinho solicitou ontem para atuar como assistente do Ministério Público no processo contra Lindemberg. "A família quer que ele cumpra a pena máxima. Eu vou fazer de tudo para tirar esse 'lixo' da sociedade", declarou o advogado.

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