Policiais civis em greve negam racha no movimento

Do UOL Notícias
Em São Paulo*

A Associação dos Delegados de Polícia (Adpesp) e o Sindicato dos Investigadores (Sindpesp) do Estado de São Paulo negaram que o projeto encaminhado pelo governo do Estado à Assembléia Legislativa tenha causado um racha entre os policiais grevistas. Em nota divulgada hoje, o comitê de negociação afirma que "as 18 unidades que compõem o Comando de Greve estão unidas e coesas" e "considera os projetos enviados pelo governo do Estado de São Paulo à Assembléia Legislativa uma afronta ao movimento e um desrespeito aos policiais paulistas".

Durante a manhã, foi divulgado que os líderes da Polícia Civil proporiam o fim da greve. Em declaração ao jornal "O Estado de São Paulo", o presidente da Associação dos Delegados de Polícia, Sérgio Marcos Roque, afirmou que: "Ainda está longe do que queríamos, mas é inegável o avanço. Vamos propor o fim da greve, pois ela serviu como instrumento de pressão contra o Executivo. Como agora a questão passou para o Legislativo, devemos mudar nossa forma de luta e buscar convencer os deputados a aprovar nossas reivindicações".

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De acordo com a assessoria de comunicação da Adpesp, a afirmação foi feita em um momento em que as lideranças teriam se sentido entusiasmadas ao saber que o governo tinha encaminhado o projeto de lei com as as propostas de reajustes e reestruturação das carreiras, já que reivindicavam que o Estado "colocasse as coisas no papel". No entanto, ao tomarem conhecimento do conteúdo do texto, os policiais ficaram insatisfeitos, comentou nesta tarde a Adpesp.

"O governo só acrescentou no projeto o reajuste de 6,5% em 2010, de resto, as propostas continuam as mesmas", afirmou Jorge Habib, delegado sindical do Sindpesp, para quem o governo agiu mal ao mandar a proposta para a Assembléia Legislativa "sem consultar as bases". Ele nega que haja um racha entre os grevistas: "alguns sindicatos menores não estão mais ativos na luta, mas mantêm a greve".

Os policiais civis estão em reunião para decidir os rumos da greve. A Adpesp não descarta a possibilidade de suspender a paralisação para se concentrar em pressionar pela alteração do projeto na Assembléia Legislativa, mas nega que essa decisão já tenha sido tomada.

*Com informações da Agência Estado

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