Policiais em greve protestam no centro de SP e pedem saída do secretário de Segurança

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 18h32

Policiais civis que estão em greve desde o dia 16 de setembro promoveram na tarde desta segunda-feira (27) um protesto no centro de São Paulo. O ato começou na praça da Sé e seguiu até a Delegacia Geral de Polícia, na rua Brigadeiro Tobias, onde foi encerrado.
  • Robson Ventura/Folha Imagem

    O novo protesto exige do Estado uma melhor proposta de reajuste salarial

  • Diego Padgurschi/Folha Imagem

    Os manifestantes fizeram críticas à posição da Tropa de Choque da Polícia Militar, que no último dia 16 entrou em confronto com os policiais em greve


Segundo a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado), aproximadamente 7.000 pessoas foram ao local. Já a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que acompanhou o protesto, contabilizou cerca de 2.000 manifestantes.

Com faixas, carro de som e caixões que simbolizam o enterro do governo paulista, os policiais pediram novamemte a saída do secretário de segurança, Ronaldo Marzagão. "Nós queremos respeito e dignidade, o que até hoje o governo não nos deu. O secretário é responsável por isso, ele é contrário a tudo o que pedimos", afirma Dahmer.

Ainda segundo o delegado, o protesto é pacífico e a Polícia Militar não acompanhou a passeata.

Os policiais em greve querem que o governo do Estado mude os projetos de lei que prevêem o reajuste da categoria. Eles reivindicam reajuste de 15% neste ano e mais 12% nos dois anos seguintes, além da extinção da 4ª e 5ª classe, entre outras medidas. Já o principal texto dos projetos de lei do governo prevê reajuste de 6,5% no salário-base a partir de 1º de janeiro do próximo ano e mais 6,5% a partir de janeiro de 2010.

A greve da Polícia Civil se acirrou há duas semanas, quando manifestantes entraram em confronto com policiais militares próximo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

De acordo com a Adpesp, uma nova manifestação já está marcada para a próxima quarta-feira (29), e deve envolver policiais civis de outros Estados. Em todo o país, a categoria deve fazer uma paralisação de duas horas em apoio ao movimento que já dura 40 dias em São Paulo.

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