Juiz pede exame mental a acusado de esquartejar inglesa em Goiás

Tião Montalvão
Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia (GO)

A Justiça de Goiás concedeu a Mohammed DŽAli Carvalho dos Santos, acusado de matar e esquartejar a garota inglesa Cara Marie Burke, o direito de ser submetido a exame de sanidade mental e de dependência toxicológica. O pedido havia sido feito pelo advogado de defesa e foi aceito pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, após audiência realizada esta tarde no Tribunal de Justiça de Goiânia.

  • Arquivo

    Mohammed teria matado a jovem inglesa Cara Burke no dia 26 de julho, em Goiânia. Ele está preso desde 31 de julho

De acordo com o magistrado, a concessão faz parte do direito de defesa do acusado, que volta ao tribunal no dia 19 de novembro, quando será realizada a audiência de instrução e julgamento. Na oportunidade, o juiz pretende ouvir nove testemunhas, de defesa e acusação. Além do crime de homicídio, Mohammed também é acusado de esquartejar e ocultar o corpo da vítima. Para não atrasar o processo, os exames só poderão ser feitos após o dia 19.

"A Constituição Federal prevê a amplitude da defesa. Então, os exames serão feitos para que, depois, não se alegue que houve cerceamento da defesa porque uma prova não pôde ser produzida", justificou o juiz, que vai solicitar à Junta Médica do TJGO (Tribunal de Justiça do Estado de Goiás) prioridade para o caso de Mohammed, uma vez que o acusado está preso.

Durante toda a audiência, Mohammed aparentou tranqüilidade. Ao juiz, relatou ser dependente há cinco anos e que usava drogas diariamente. Ele reafirmou que no dia do crime estava sob efeito de entorpecentes. Mohammed teria usado cocaína quatro dias seguidos e crack em dois dias.

Sobre seu estado mental, ele afirmou que não sabe dizer se tem ou não distúrbios. E revelou que teve diagóstico de um coágulo no cérebro, que seria conseqüência de um acidente automobilístico. "O magistrado foi feliz em sua decisão e fez justiça. O caso do Mohammed merece ser avaliado", afirmou o advogado de defesa Carlos Augusto Trajano.

Questionado pela imprensa sobre o que espera da Justiça, Mohammed foi irônico. "Eu só queria mandar beijos. Para minha mãe, meus amigos...". Ele está preso desde o último dia 31 de julho no complexo prisional de Aparecida de Goiânia. O homicídio aconteceu no dia 26 de julho.

O crime
Segundo denúncia do Ministério Público, Mohammed matou Cara Burke a facadas no fim da tarde do dia 26 de julho em um apartamento no Setor Universitário. Posteriormente, esquartejou o corpo e com a ajuda de um amigo (Cristiano, que também foi indiciado), ocultou o cadáver.

O tronco foi colocado em uma mala de viagem e jogado às margens do rio Meia Ponte, em Goiânia. Cabeça e membros foram encontrados vários dias depois em um córrego no município de Bonfinópolis (33 km da capital).

Sendo o MP, Cara veio ao Brasil com bilhete de passagem pago por Mohammed. Em troca, se casaria com ele, que tinha interesse em conseguir cidadania européia. A motivação do crime teria sido a recusa da garota inglesa em cumprir sua parte no acordo.

*Com informações do Tribunal de Justiça de Goiânia

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