Pai de brasileira morta na Grécia acusa amiga pelo crime

Mônica Cavalcante
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió (AL)

Fabiana Santos de Freitas, 22, era natural de Matriz de Camaragibe, no interior de Alagoas, e foi morar em Atenas, na Grécia, há aproximadamente três anos. No último dia 15 de outubro, Ataíde Freitas, seu pai, recebeu a informação de que sua filha havia morrido. Era o começo de um drama familiar.

Filha de pais separados, Fabiana morava em Maceió com o pai quando conheceu o marinheiro grego Georgios Katsivelis, 51. Após um pedido de casamento, o casal resolveu morar em Atenas.

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No começo deste ano, de passeio na terra natal, a alagoana resolveu ajudar uma amiga, conhecida como Carol, e a levou para a Grécia. Segundo familiares, todos os custos da amiga eram financiados por Fabiana e pelo marido.

"Ela - Carol - morava com o casal, e eles pagavam tudo para ela, arcavam com todas as despesas. Agora vejo a Fabiana morta, vindo para o Brasil sozinha, como se fosse um objeto, sem respeito de ninguém, nem dessa amiga a quem tanto ela ajudou", desabafou o pai.

O corpo de Fabiana chegou ao Brasil no dia 21 de outubro, e foi enterrado no dia 22 em Matriz de Camaragibe, onde mora sua mãe. O laudo do IML grego mostra que Fabiana foi vítima de edema pulmonar e infarto, conclusão que não convenceu o pai. Segundo Ataíde, o corpo da filha apresentava hematomas e marcas, como queimaduras, edemas e cortes, além do cabelo cortado.

Ataíde garante que a filha foi assassinada e aponta sua amiga Carol como a culpada. O crime, segundo o pai, teria sido motivado por inveja. Agora, a família pede que seja feita a exumação do corpo, para que seja comprovada a causa da morte.

O marido de Fabiana estava nos Estados Unidos, a trabalho, quando o fato ocorreu. A família da alagoana conseguiu falar com ele por telefone, mas por não dominar o idioma, a comunicação tornou-se difícil.

De acordo com familiares, Fabiana sempre manteve contato com a família e nunca reclamou de sua rotina, mesmo morando em um país tão distante. Ela estaria animada por conseguir, finalmente, regularizar a situação do filho de seis anos - que teve de um relacionamento anterior e que vivia com a avó, no interior do Estado. Segundo o pai da jovem, o marido grego assimiu a paternidade da criança e Fabiana planejava vir ao país no final deste mês para levar o filho para Atenas.

Ainda segundo o pai, no último dia 12, em uma conversa pelo telefone, Fabiana contou que estava com sua viagem marcada para o Brasil. "Ela me ligou no domingo (12), toda satisfeita, para falar que aproximadamente no dia 28 viria para batizar o meu outro neto, além de planejar a ida do filho dela para lá. Na quarta-feira (15), recebi a ligação de que a minha filha estava morta", lamentou Freitas.

Na terça-feira (28), o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AL (Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas), Gilberto Irineu, recebeu Ataíde Freitas na sede da instituição. Freitas pede apoio da OAB para o procedimento de exumação do corpo da filha, ato que, segundo Kléber Santana (diretor do IML) vai comprovar se foi morte natural ou assassinato.

"Vamos tentar junto com o Gecoc (Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas) e o Ministério Público criar condições para as investigações deste caso. Se preciso for, vamos pedir ajuda até para a Interpol", garantiu Gilberto Irineu.

Nesta quarta-feira (29), Ataíde Freitas iria depor oficialmente na OAB para dar andamento às investigações do caso.

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