Acusado de matar diretor de Bangu 3 tem prisão decretada no Rio

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O juiz da Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abraão, decretou hoje a prisão do traficante Luís Cláudio Corrêa, o Claudinho, acusado pela polícia de ter contratado pistoleiros para assassinar o diretor da penitenciária de segurança máxima Bangu 3. O tenente-coronel da Polícia Militar (PM), José Roberto do Amaral Lourenço, foi fuzilado na zona oeste do Rio de Janeiro, no último dia 16.

Outros 6 funcionários ligados à direção de Bangu foram assassinados em 8 anos

  • 04/09/00 - Sidneya dos Santos Jesus, diretora que restringiu a visita de advogados ao presídio Bangu 1 é executada
  • 24/07/03 - Paulo Roberto Rocha , coordenador de segurança do Desipe, é morto a caminho de sua casa
  • 05/08/03 - Abel Silvério , diretor de Bangu 3, é assassinado um dia após prestar depoimento sobre a morte de Marcinho VP
  • 04/03/04 - Wagner Vasconcellos da Rocha , O subdiretor de Bangu 1, foi assassinado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense
  • 17/12/05 - Henrique Fernandes da Silva , chefe da segurança do presídio Bangu 3 é morto com nove tiros de pistola calibre 45 e fuzil
  • 04/10/06- Haílton dos Santos , o então diretor do presídio Ary Franco é morto na porta de casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

De acordo com a denúncia, Claudinho seguia ordens dos traficantes presos Aldair Marlon Duarte, o Aldair da Mangueira, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse nesta quinta-feira (30) na DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóves), que quatro dos seis envolvidos na morte do diretor de Bangu 3, José Roberto do Amaral Lourenço, já estão identificados. Segundo ele, os mandados de prisão já foram expedidos.

Lourenço, de 41 anos, foi assassinado quando ia para a o trabalho. Os criminosos, que ocupavam dois veículos, dispararam mais de 60 tiros contra o carro do diretor, que estava sem escolta. Nada foi roubado. Em Bangu 3, ele cuidava do setor que abriga cerca de 450 presos, entre eles os 55 encarcerados na galeria B7, considerados o segundo escalão na hierarquia do Comando Vermelho.

* Com informações das agências Estado e JB

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