Policiais civis de SP decidem manter greve

Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Policiais civis decidiram nesta segunda-feira (3/11) continuar em estado de greve após reunião na sede da Associação dos Agentes Policiais, na capital paulista. A paralisação, que teve início no dia 16 de setembro, culminou no confronto entre policiais civis e militares em frente ao Palácio dos Bandeirantes no dia 16 de outubro e deixou ao menos 25 feridos.

Valter Honorato, presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado, afirma que a categoria apresentou 33 emendas aos projetos do governo e defendeu que a proposta é "conciliatória". "Pedimos urgência para que o governador [José Serra] nos receba, que escute nossos líderes. Nossa proposta não é utópica", afirmou Honorato.

O governo enviou cinco projetos à Assembléia Legislativa de SP que, entre outros itens, prevêem aumento de 6,5% em 2009 e 6,5% em 2010. Na sexta-feira (31), Serra afirmou que não deve haver alteração e pediu urgência nas votações. "Mandamos um projeto para a assembléia com o que é possível de se fazer. Gostaria que fosse resolvido o antes possível", disse.

Segundo Honorato, caso não haja conversa, o caminho será ir à assembléia tentar alterar os projetos. "Ele [Serra] está esticando a greve por 15 dias", completou, referindo-se ao tempo previsto para a votação pela Casa.

A Polícia Civil requer um reajuste de 15% hoje, 12% no próximo ano e mais 12% em 2010. "Eles não querem mudar a proposta. Depois, nós é que não queremos conversa", afirmou o presidente do sindicato, João Batista Rebouças.

Diário da greve
Enquanto a questão não é resolvida, o site do Sipesp (Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de SP) transformou-se em um diário de bordo em formato de blog sobre a trajetória dos policiais. Em vermelho piscante, a palavra "Greve" intitula a homepage, com fotos, vídeos e os próximos encontros.

No dia 17 de outubro, um dia após o confronto, mensagem parabeniza o Garra e o GOE que, segundo a nota, "protegeram a passeata que era cívica e sem o uso de viaturas se lançou contra o fogo cerrado da tropa de choque da Polícia Militar".

O próximo passo, segundo o site, é uma paralisação nacional das atividades de polícia judiciária no dia 17 de novembro, entre as 8h e 12h, protesto seguido da incineração de um caixão com a sigla do PSDB, partido do governador.

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