Crise financeira deve atrasar licitação do trem-bala

Isabela Vieira
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

A licitação para construção do trem de alta velocidade, que circulará entre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, prevista para 2009, deve atrasar um pouco. Para o subsecretário de Transportes do Rio, Delmo Pinho, a crise financeira mundial pode atrapalhar os planos do governo e adiar por um ano a concorrência.

"Não acho despropositado dizer que esse projeto pode ser licitado para concessão em 2010", disse Pinho hoje (4), durante abordagem sobre o trem de alta velocidade, na Associação Comercial do Rio. "Evidentemente, as condições internacionais não são exatamente iguais às do começo do ano, e o mundo inteiro está se reprogramando".

Segundo o subsecretário, a licitação também depende de estudos preliminares sobre o trajeto e os investimentos necessários ao empreendimento, que estão a cargo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Em princípio, o empreendimento custaria entre U$ 10 bilhões e U$ 15 bilhões. "Tem que recalcular. Tem uma variação do dólar agora", disse o secretário.

Durante abordagem sobre o projeto do trem-bala, Pinho informou que o trem fará paradas intermediárias entre São Paulo e Rio. Há possibilidade de estações nas cidades de Volta Redonda, no Rio, e São José dos Campos, em São Paulo. "Um trem pode contar com seis partidas por hora, por exemplo. Quatro [partidas] serão entre Rio e São Paulo direto e duas com paradas", explicou.

"Ainda não se chegou a uma conclusão sobre nenhuma das paradas. Isso são indicativos para o concessionário, que, em função da rentabilidade do negócio, pode definir por uma parada ou por outra", disse o subsecretário, em referências às cidades. "Isso também não quer dizer que daqui a dez anos não possamos ter duas ou três paradas no Rio".

Por enquanto, informou Pinho, só está definido que, no Rio, o trem-bala partirá da estação Barão de Mauá, na região da Leopoldina, e que haverá estações intermediárias entre as duas capitais. "Isso é o que está certo e líquido. O resto dependerá do estudo do BNDES e do interesse da futura concessionária", acrescentou.

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