S.O.S Mata Atlântica faz passeata contra acordo que mantém diesel "sujo"

Da Agência Brasil
Em São Paulo

A Fundação S.O.S Mata Atlântica fez hoje (5) uma manifestação contra o acordo que prorroga o prazo para a produção de diesel com menos enxofre. O acordo foi celebrado entre o governo de São Paulo, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobras, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 16 montadoras de veículos, um fabricante de motores e o Ministério Público Federal.

O protesto, que ocorreu em frente ao prédio da Justiça Federal, em São Paulo, reuniu manifestantes com narizes de palhaço e faixas com dizeres contra a nova medida. "Esse acordo é esdrúxulo e privilegia a incompetência, além de arriscar a vida da sociedade. Queremos chamar a atenção da sociedade", diz Mario Mantovani, diretor de mobilização da S.O.S Mata Atlântica.

O diesel S 50 -com menos enxofre e menos poluente- deveria começar a ser produzido e comercializado a partir do dia 1º de janeiro de 2009. Agora, o combustível só estará disponível em 2011. "Este diesel é um deserviço para a sociedade", completa Mantovani.

Para Fábio Feldman, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas e Biodversidade e que também esteve na manifestação, é inaceitável que o Brasil não use o S 50. "O S 50 é usado praticamente em todos os países do mundo, com exceção de poucos no continente africano. Nós não somos a África, somos o Brasil, com tecnologia e uma economia 'bombando', apesar da crise", pontua.

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