No STF, advogado de Dantas compara tempos atuais com ditadura

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília

O advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, comparou nesta quinta-feira (6) sua dificuldade em obter habeas corpus para seu cliente com os tempos da ditadura militar. Machado se pronunciou no Supremo Tribunal Federal (STF), onde os ministros julgam hoje o habeas corpus que libertou Dantas, preso em julho na operação Satiagraha, da Polícia Federal.

O advogado se referia à tentativa de conseguir a liminar nas instâncias inferiores ao STF. O habeaus corpus foi concedido na época pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo - pois o relator Eros Grau estava em recesso -, e invalidou a decretação da prisão preventiva do banqueiro e de sua irmã Verônica. Eles são acusados de formação de quadrilha, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Machado também criticou o juiz Fausto Martin De Sanctis, que concedeu a ordem de prisão de Dantas por duas vezes, e afirmou que faltou "isenção e equilíbrio" ao magistrado ao julgar o caso.

Além de criticar novamente o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a operação e segue afastado de suas funções, o advogado chamou a atenção para a cobertura da mídia - inclusive nos blogs - sobre o caso de seu cliente. Machado chamou alguns profissionais de "jornalistas de aluguel".

O advogado não citou o nome Satiagraha em nenhum momento de seu discurso e reclamou que o uso de nomes faz parte de uma "espetacularização" da Polícia Federal. No último dia 4, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidido por Gilmar Mendes, aprovou a recomendação a todos os magistrados criminais para ignorar as denominações dadas pela PF às operações.

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