Missionária pede apoio para que crimes cometidos no Pará sejam esclarecidos

Ivan Richard
Da Agência Brasil
Em Brasília

A absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o responsável pelo assassinato da missionária Dorothy Stang, gerou um clima de impunidade no Estado do Pará. A afirmação foi feita hoje (7) pela religiosa Rebeca Spires, que trabalhou por mais de três décadas com Dorothy, e esteve durante toda esta semana em Brasília em busca de apoio para solução dos crimes cometidos naquele Estado.

Após entregar um relatório com os casos de assassinatos que não foram elucidados no Pará ao ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, a religiosa cobrou justiça das autoridades. "Sentimos pela nossa irmã e queremos justiça. Mas como o caso dela, que ficou sem solução, existem milhares de casos de gente anônima que não são elucidados. E o nosso relatório trás alguns desses anônimos junto com o caso da irmã Dorothy", disse Rebeca Spires.

Para ela, o desfecho do caso Dorothy é um "exemplo da impunidade no estado". "Com certeza, como esse caso foi muito notório e ele [Vitalmiro Bastos] ainda foi absolvido na frente de todo mundo, com muita publicidade, ficou a sensação de que tudo pode e nada acontece e essa é a nossa preocupação", afirmou a missionária acrescentando que ainda acredita na anulação do julgamento.

A missionária Dorothy Stang foi morta com seis tiros em Anapu, a 300 quilômetros de Belém, em fevereiro de 2005. Ela trabalhava com a Pastoral da Terra e comandava o programa em uma área autorizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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