Cinco 'Caveirões' com defeitos e um helicóptero sem seguro 'desfalcam' segurança do Rio

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Cinco dos nove veículos blindados novos, popularmente conhecidos como "caveirões", entregues pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro às polícias Civil e Militar, apresentaram defeitos e tiveram que ser recolhidos. Os veículos sofreram problemas diversos, como pneus recauchutados, ar condicionado sem funcionar, deficiências na embreagem e freio e portas sem vedação, entre outros. A compra dos equipamentos que estão parados custou R$ 4 milhões aos cofres públicos. As informações são do jornal "O Dia".

No dia 09/10, o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro,

José Mariano Beltrame, apresentou no Centro Tecnológico do Exército, em Barra de Guaratiba, mais um "caveirão" para patrulhar a cidade. Especialistas criticaram a política de combate do governo do RJ


Outro transporte comprado pela Secretaria de Segurança que ainda não entrou em operação é o Huey II, helicóptero norte-americano blindado, que está há um mês no Rio e custou R$ 8 milhões, mas ainda não pode ser utilizado porque estaria sem seguro.

Com a compra dos novos caveirões, a Polícia Civil passou a contar com quatro veículos desse porte. Porém, tanto os dois veículos antigos, quanto os dois novos estão na oficina, o que impediu a tropa de elite da Polícia Civil de apoiar operações em várias delegacias.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, os novos blindados foram recolhidos para ajustes técnicos, mas os antigos estão em pleno funcionamento e as operações não têm sido comprometidas pela falta dos novos carros.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança diz que os veículos não estão com defeitos e afirma que eles estão em uma concessionária do Rio para adaptações sugeridas pelos próprios policiais, que estão sendo custeadas pelo fabricante, a brasileira MIB.

Antes de chegar ao Brasil, o helicóptero, que ficará com a Polícia Civil, viajou 38 horas e passou por dez países, alguns deles onde há grande incidência de furacões. A previsão anunciada para que a aeronave começasse a operar era de duas semanas após a chegada ao Rio, tempo necessário para legalizar os trâmites burocráticos com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Receita Federal.

'Armas menos letais'
A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança afirmou que as 1.550 carabinas CT-30, que, por serem menos letais e não atravessarem paredes substituirão fuzis em algumas regiões do Rio, começaram a ser distribuídas aos poucos aos policiais. As armas custaram R$ 4,6 milhões e foram adquiridas com recursos federais.

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