Eduardo Paes questiona mudança no modelo das vagas de rua no Rio

Júlio Trindade
Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

O prefeito eleito Eduardo Paes criticou na tarde desta segunda-feira (10) o novo sistema de vagas que estreou hoje na zona sul do Rio de Janeiro, a Área Azul. A partir desta manhã, os 9.049 espaços públicos para os carros localizados entre o Leme e São Conrado são operados através de concessão pela empresa Embrapark.

Mudanças geraram confusão

Um clima de tensão marcou o primeiro dia do novo modelo do sistema de estacionamento em vagas públicas Rio Rotativo. A polícia prendeu 14 guardadores de trânsito que tentaram impedir o trabalho dos funcionários da Embrapark, empresa responsável pelo gerenciamento das vagas-certas na zona sul do Rio


"É estranho que se faça um processo licitatório somente na área nobre da cidade. Já pedi ao secretário de Transportes [Alexandre Sansão Fontes] para ler os termos do contrato", explicou Paes. Ele complementou ainda que o atual prefeito, Cesar Maia, não deveria fechar contratos "volumosos" a dois meses da transição.

Ainda nesta manhã, as novas regras geraram tensão na zona sul do Rio. Um grupo de flanelinhas tentou impedir que os funcionários da Embrapark assumissem o controle do serviço de estacionamento. Houve tumulto em Copacabana e Ipanema, com funcionários, inclusive, alegando terem sido ameaçados com arma pelos flanelinhas.

A partir de agora, os motoristas têm dez minutos de tolerância para estacionar o carro na Área Azul sem pagar, mas para isso é necessário que deixem o pisca-alerta ligado. Portadores de deficiência e moradores da região precisam de um cartão para usar as vagas gratuitamente.

A alteração que pesará mais no bolso dos usuários é a de que o talão usado pelos guardadores na Área Azul não vale em outras áreas da cidade, e vice-versa. No sistema anterior, os motoristas tinham aproximadamente 2 horas para estacionar o carro em qualquer vaga do Rio e pagavam apenas uma vez.

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do Singaerj (Sindicato dos Guardadores Autônomos do Estado), José Vieira Campos, afirmou que os guardadores são regulamentados por legislação federal e que, com a concessão, a mesma estaria sendo descumprida.

O Singaerj entrou com uma ação para anular a permissão de uso pela Embrapark. De acordo com o decreto federal 77.797/77, do presidente Ernesto Geisel, é obrigatório o credenciamentos desses trabalhadores junto a entidades como sindicatos, cooperativas ou associações de classe.

Segundo a reportagem, 1.600 guardadores atuavam até este domingo (9) na zona sul, mas a empresa pretende usar apenas 450 profissionais. Nem todos são ligados ao sindicato.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos