TRF não tem previsão para julgar afastamento de De Sanctis do caso Dantas

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região não tem previsão para julgar se afasta o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, do processo em que o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, é acusado de corrupção.
  • Rafael Andrade/Folha Imagem

    De Sanctis disse hoje não acreditar na possibilidade de ser afastado do caso do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas



De acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, o julgamento não estava previsto para acontecer nesta segunda-feira (10), mas havia a possibilidade de que um dos desembargadores componentes da turma julgadora trouxesse seu voto. A próxima sessão da 5ª Turma acontece na segunda (17).

Os advogados de Dantas questionam a imparcialidade do magistrado e afirma que ele trabalhou junto ao delegado Protógenes Queiroz, afastado pela Polícia Federal por supostos abusos na Operação Satiagraha. A operação, deflagrada na madrugada de 8 de julho, resultou na prisão do banqueiro, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito Celso Pitta.

No TRF, a desembargadora Ramza Tartuce, relatora do caso, já se posicionou a favor da permanência do juiz. Em palestra nesta segunda no Rio, o magistrado disse confiar na permanência.

Dantas responde a processo por supostamente ter oferecido propina de US$ 1 milhão a um delegado da PF para que o nome dele fosse retirado do caso.

No dia 6, o STF (Supremo Tribunal Federal) confirmou habeas corpus concedido a Dantas pelo presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes. Os ministros criticaram De Sanctis que, dois dias após a concessão da liberdade, voltou a decretar a prisão do banqueiro. Dantas foi preso duas vezes por determinação do juiz.

A PF investiga o vazamento de dados sigilosos da operação. O delegado Protógenes Queiroz pode ser indiciado nesta semana por cinco crimes relacionados à operação: quebra de sigilo funcional, desobediência, usurpação de função pública, prevaricação, grampos e filmagens clandestinas. Ele ainda é acusado de utilizar arapongas da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na operação.

Na sexta (7), o governo decidiu manter por mais 60 dias o afastamento do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, que está fora do cargo desde o início das investigações da PF sobre as supostas escutas clandestinas. No mesmo dia, a PF cumpriu mandados nas casas de Protógenes.

Com informações da Agência Estado e Folha Online

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