PF prende sete por fraude na Previdência em Minas Gerais

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte (MG)

A PF (Polícia Federal) prendeu nesta quarta-feira (12) sete pessoas (cinco mulheres e dois homens) acusadas de fraudar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em cerca de R$ 5 milhões.

Por meio da operação batizada "Fraude S/A", a PF constatou que o crime estava sendo praticado contra o órgão havia pelo menos quatro anos e consistia na concessão fraudulenta de benefícios mediante cobrança de propina. O esquema contava com a participação de funcionários do próprio instituto, que ainda tinham a ajuda de falsários e despachantes.

O nome deriva de constatação da PF que o escritório que centralizava as ações da quadrilha, localizado no centro de Belo Horizonte, especializou-se em golpes contra o instituto. O local era chefiado por uma das mulheres presas.

O esquema de corrupção vinha sendo investigado há mais de um ano por meio de força-tarefa da PF, do MPF (Ministério Público Federal) e o Ministério da Previdência Social.

O "Modus operandi" da quadrilha consistia na abordagem de pessoas na porta de unidades do INSS que tiveram negados pedidos de benefícios como auxilio-doença ou aposentadoria por invalidez. Os suspeitos prometiam inverter as decisões mediante comissão sobre o benefício liberado, conforme apurou a investigação.

Segundo o delegado da PF Roger Lima de Moura, os funcionários do órgão então forjavam documentos fictícios no INSS para a obtenção do pagamento.

Cerca de 400 pessoas foram beneficiadas com o golpe que, segundo a representante do INSS na operação conjunta com a PF, Neusa Peixoto Campos, ao ser comprovado o recebimento indevido, serão convocados pela Procuradoria Federal do INSS e terão de ressarcir o órgão.

Ela ainda informou que os beneficiários poderão ter os bens seqüestrados até perfazer o montante do recebimento irregular, além de responderem por prática de crime contra o erário.

Cento e vinte agentes da PF cumpriram, além dos sete mandados de prisão temporária, 21 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, e nas cidades mineiras de Porto Firme, Canápolis, Santa Luzia, Caeté, Vespasiano e Sabará.

Os acusados serão indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato qualificado, falsidade ideológica e documental, além de poderem ser incursos por outros crimes no decorrer da análise do material apreendido pela PF. Se condenados, os suspeitos poderão cumprir pena de até vinte anos.

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