Bombeiros e garis do Rio ganharão extra para esticar expediente no combate à dengue

Júlio Trindade
No Rio de Janeiro

Após reunião na sede do governo do Estado na tarde desta quinta-feira (13), o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, afirmou que os bombeiros e garis que atuarem no combate à dengue receberão uma gratificação extra de R$ 686. Segundo ele, 2.500 homens já estão sendo treinados para a tarefa, que será exercida fora do horário de expediente.

Epidemia de dengue será inevitável, diz secretário

O futuro secretário municipal da Saúde do Rio, Hans Dohmann, admitiu nesta quinta-feira que a uma epidemia de dengue deve atingir a cidade no no próximo verão, já que pouco pode ser feito para impedir o surto da doença


"Faremos esse projeto de capacitação do Corpo de Bombeiros para que não tenhamos o número de mortes que tivemos em 2008. O mais importante não é saber se vamos ou não ter epidemia, mas ter a consciência de que precisamos trabalhar desde já", explicou Côrtes.

Segundo dados oficiais, 181 pessoas morreram em conseqüência da dengue no Estado do Rio de Janeiro em 2008 (até esta quinta). Ao todo foram 250.645 casos da doença, com 143 óbitos ainda sob investigação. A capital fluminense registrou 105 mortes desde o dia 1º de janeiro.

Além de Cortês, participaram do encontro o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e o prefeito eleito, Eduardo Paes, que não falaram com os jornalistas. Também estiveram presentes o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, e o médico Hans Dohman, que assumirá a pasta da saúde na gestão de Paes, em 2009.

Para o futuro administrador da saúde municipal, a união entre prefeitura, governo estadual e federal é importante. "As três esferas tem que atuar juntas no combate a dengue", disse ele ao anunciar que vai discutir com o atual secretário para que medidas sejam tomadas a fim de evitar a epidemia da doença no próximo verão.

Tipo 4 da dengue pode chegar ao Brasil

O Brasil, que ainda não registrou casos de dengue tipo 4, não está livre da doença. Segundo o secretário de vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, não há como proteger o país devido à grande extensão da fronteira, principalmente na região Norte.

Penna comentou que alguns pesquisadores fora do Brasil estão tentando desenvolver a vacina contra o tipo 4, mas ainda não existem resultados. Cem países já foram infectados pela doença. "Não tem como combater ou tentar impedir que chegue", explicou.

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