Comissão investiga esgotos clandestinos em prédios públicos do Paraná

Marcus Vinicius Gomes
Especial para o UOL Notícias
Em Curitiba (PR)

A Comissão do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Paraná suspeita que milhares de prédios a serviço do poder público estão despejando o esgoto em galerias pluviais. A comissão deve divulgar até o início de dezembro um relatório com informações sobre os prédios públicos do Paraná com esgotos clandestinos.

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A taxa de R$ 52,73 será cobrada dos motoristas que são obrigados a passar pela avaliação em 2009. Para conseguir o reembolso, no entanto, o motorista precisará atender a uma série de exigências.

O relatório atinge todas as esferas do poder público municipal, estadual e federal. O alerta foi dado em 2007, quando o deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), que preside a Comissão do Meio Ambiente da Assembléia do Paraná confirmou, após encaminhar requerimento à Mesa Executiva, que o esgoto produzido nos dois prédios da casa, estava sendo despejado diretamente no Rio Belém, que corta o Centro Cívico, em Curitiba.

O local concentra os principais órgãos públicos do Estado, incluindo o Palácio do Governo e o Palácio 29 de Março, sede da prefeitura da capital.

Na época, o presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), alegou desconhecer o problema. "Isso nunca me passou pela cabeça", disse ele, e determinou que as ligações dos prédios da Casa à rede de esgotos fossem concluídas em 15 dias.

O prazo, contudo, foi bem mais extenso. As obras levaram nove meses e ainda estão sendo concluídas, agora com a reforma de todos os banheiros da Assembléia.

De acordo com o deputado Luiz Eduardo Cheida, a Sanepar (Companhia de Saneaento do Paraná) já estaria produzindo um levantamento para informar à comissão a situação dos esgotos em sedes de órgãos públicos do Estado. "Não é uma conta muito fácil. Só as escolas municipais são mais de 2.100, mas esperamos ter em mãos esse levantamento até o mês de dezembro", afirmou.

Além dos esgotos clandestinos, há também denúncias de que laboratórios de química, e faculdades de Medicina do Paraná, onde há dissecação de cadáveres, estariam despejando produtos tóxicos diretamente em galerias pluviais.

Uma autarquia funerária em Londrina também estaria sendo investigada pelo Ministério Público do Paraná por suspeita de eliminar químicos usados na tanatopraxia (técnica para conservação de cadáveres) em rios do município. "O caso é grave, envolve multas pesadas e processos administrativos contra os responsáveis", afirmou Cheida.

Levantamento divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), em novembro do ano passado, mostra que menos da metade dos brasileiros (46,7%) é beneficiada por rede de recolhimento de dejetos domésticos no país.

No Paraná, o número de domicílios atendidos por rede coletora é de 67%, percentual que ainda fica abaixo do índice mínimo de 70% preconizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

"Mesmo com a nova lei de saneamento, o Paraná ainda deixa muito a desejar. Comparativamente, há municípios de menor porte em outros Estados que ultrapassam as condições sanitárias de grandes cidades do Estado", afirmou Cheida.

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