Quarta menina é violentada e morta no Paraná nas últimas semanas

Da Agência JB

Lavínia, uma menina de 9 anos, foi morta por estrangulamento após ser atacada por um homem dentro de casa no bairro de Atuba, Curitiba (PR), na madrugada do último sábado (15). A Polícia Militar do Paraná informou que o suspeito Mariano Torres Ramos Martinez, 40 anos, é morador de rua. Ele já teria antecedentes criminais e era foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara.

Familiares da menina assassinada em Curitiba se dizem arrasados com o crime

O principal suspeito pela morte de uma menina de nove anos na noite de sábado (15) em Curitiba (PR) presta depoimento à polícia neste domingo. De acordo com a Sesp (Secretaria de Segurança Pública), Mariano Torres Ramos Martins, 45, recebeu alta do hospital Cajuru --devido ao linchamento de vizinhos da criança-- por volta das 14h e às 19h30 estava no Ciac (Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão) prestando depoimento.


É o quarto caso de morte de uma menor de idade no Estado apenas esse mês. O acusado do crime foi atendido no hospital Cajuru, após ser espancado por vizinhos da menor, que só não o mataram pela intervenção da polícia.

Segundo a polícia, a mãe da menor, Maura Rosa, chegou em casa por volta da 23h30 e estranhou um barulho no quarto da filha. No local, encontrou a menina desmaiada e o suspeito dormindo debaixo da cama. Ao ver a mulher, tentou fugir, mas foi impedido pelos vizinhos. O corpo da criança tinha marcas de estrangulamento e de violência sexual, de acordo com a polícia. A família da menor está chocada com o crime.

Outros casos
Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, também de 9 anos, foi outra vítima da violência. No dia 5, ela foi encontrada morta na rodoviária de Curitiba. No dia seguinte, Alessandra Subtil Betim, 8 anos, apareceu morta em um matagal no bairro de Cantagalo, em Castro, também no Paraná.

No dia 10, a polícia prendeu o suspeito de matar uma menina de 3 anos na cidade de Querência, Noroeste do Paraná. Manoel Aparecido Tenório Miranda, 20, confessou ter cometido o crime porque a mãe da criança não quis reatar um relacionamento com ele.

Pamela Diele Pedra dos Santos foi encontrada a 500 metros da casa, com ferimentos no peito e sinais de violência sexual. A menina foi vista pela mãe pela última vez por volta de 21h de domingo, quando foi colocada no berço. Pela manhã, a mulher encontrou a janela aberta e percebeu que a filha tinha sumido.

O suspeito foi encontrado na residência dele ainda com resíduos de sangue. Ele foi autuado em flagrante por homicídio e, caso os exames confirmem que houve violência sexual, pode responder também por estupro.

Familiares da menina assassinada em Curitiba se dizem arrasados com o crime

A família de Lavínia Rabech da Rosa, 9, está "arrasada" com a morte da garota. É o que disse à reportagem Juciliana Rosa, tia da menina. A mãe de Lavínia, a dona-de-casa Maura Rosa, estava sob efeitos de calmantes e não conseguia nem falar, segundo a irmã.


De acordo com a Secretaria de Segurança do Paraná, uma equipe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) investiga uma possível relação entre as mortes, mas determinou que o modo de agir dos assassinos é diferente. A polícia ainda informou que as descrições das testemunhas dos crimes apontam características diferentes.

Protesto contra morte
Cerca de 60 pessoas, entre parentes e amigos do supervisor industrial Alberto Milfont Júnior fizeram uma manifestação em frente à loja na Zona Sul de São Paulo onde o crime ocorreu. Milfont foi morto segunda-feira com um tiro na cabeça por um segurança da empresa Gocil contratada pelas Casas Bahia. Os manifestantes vestiam camisetas com a palavra "justiça", acenderam velas e rezaram o pai-nosso. Durante o ato, a mulher de Alberto, Darilene Pereira Ribeiro, passou mal e precisou ser amparada por familiares.

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