Menina morta no Paraná será enterrada hoje

Da Agência JB
No Rio de Janeiro (RJ)

O corpo da menina Lavínia Rabech da Rosa, de 9 anos, deve ser enterrado na tarde desta segunda-feira (17), em Curitiba (PR). Ela foi encontrada morta com marcas de estrangulamento e de violência sexual no fim de semana, dentro de casa. O principal suspeito, Mariano Torres Ramos Martinez, 40 anos, é morador de rua e era ajudado pela família da menina. Ele está preso e era foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, região metropolitana.

Na madrugada de domingo, ao chegar em casa, a mãe da garota ouviu roncos vindos do quarto da filha. No local, encontrou a menina desfalecida e o suspeito dormindo embaixo da cama. Ele saiu pela janela, mas não conseguiu fugir, sendo alvo de agressão pelos vizinhos. O acusado do crime foi atendido no hospital Cajuru, após ser espancado por vizinhos da menor, que só não o mataram por intervenção da polícia. O barraco em que ele costumava dormir também foi queimado.

Este é o quarto caso de morte de uma menor de idade no Estado apenas esse mês. Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, também de 9 anos, foi outra vítima da violência. No dia 5, ela foi encontrada morta na rodoviária de Curitiba.

No dia seguinte, Alessandra Subtil Betim, 8 anos, apareceu morta em um matagal no bairro de Cantagalo, em Castro, também no Paraná.

No dia 10, a polícia prendeu o suspeito de matar uma menina de 3 anos na cidade de Querência, Noroeste do Paraná. Manoel Aparecido Tenório Miranda, 20, confessou ter cometido o crime porque a mãe da criança não quis reatar um relacionamento com ele.

Pamela Diele Pedra dos Santos foi encontrada a 500 metros da casa, com ferimentos no peito e sinais de violência sexual. A menina foi vista pela mãe pela última vez por volta de 21h de domingo, quando foi colocada no berço. Pela manhã, a mulher encontrou a janela aberta e percebeu que a filha tinha sumido. O suspeito foi encontrado na residência dele ainda com resíduos de sangue. Ele foi autuado em flagrante por homicídio e, caso os exames confirmem que houve violência sexual, pode responder também por estupro.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Paraná, uma equipe do Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) investiga uma possível relação entre as mortes, mas determinou que o modo de agir dos assassinos é diferente. A polícia ainda informou que as descrições das testemunhas dos crimes apontam características diferentes.

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