PF prende 13 suspeitos de cometer fraude de R$ 12 milhões na Previdência do RS

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 15h24

A Polícia Federal deflagrou duas operação simultâneas na manhã desta terça-feira (18) para combater esquemas de fraude na Previdência Social do Rio Grande do Sul. Ao todo 13 pessoas foram presas. Entre eles, está o prefeito eleito recentemente em Relvado, no Vale do Taquari, Jatir Radaelli (PMDB), e três servidores da Previdência: um detido em Porto Alegre e outros dois na cidade de Encantado. A PF não divulgou o nome dos presos. Juntos, os dois esquemas investigados podem ter fraudado até R$ 12 milhões da Previdência.
  • Divulgação

    Além de dinheiro em espécie, a PF apreende também jóias e duas pedras que parecem ser esmeraldas - uma perícia será realizada para avaliar o material


De acordo com a PF, a irregularidade consistia na inclusão de tempo de contribuição inexistente com a Previdência Social, que em alguns casos, chegou a 30 anos. As investigações começaram com denúncias e a polícia chegou a duas quadrilhas lideradas por servidores, que atuavam de forma semelhante, mas tinham atividades independentes.

No primeiro esquema, ainda segundo a PF, um servidor da Previdência possuía diversos colaboradores que arregimentavam pessoas dispostas a solicitar benefício em troca de uma parcela do valor que seria fraudado.

Entre os investigados como beneficiados está um coronel reformado da Brigada Militar, que teve 28 anos de tempo de serviço inexistente registrados no INSS, gerando uma aposentadoria com renda mensal de R$ 3.038,99, conforme análise do Ministério da Previdência Social. Ele não está entre os presos.

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No segundo esquema, segundo as investigações, o grupo conseguia benefícios totalmente irregulares junto a Agência da Previdência Social da cidade de Encantado. Os integrantes do grupo, exceto os servidores públicos, aproveitavam-se então para obter suas aposentadorias de modo fraudulento.

A operação apreendeu, em Porto Alegre, jóias, carros de luxo, documentos, discos rígidos, além de US$ 53 mil e R$ 39 mil em espécie.

Os suspeitos poderão ser indiciados por estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Participaram das operações 120 policiais federais e 12 servidores do Ministério da Previdência Social.

O UOL tentou contatar o presidente do diretório do PMDB em Relvado para comentar a prisão do prefeito, mas ele não foi encontrado. O diretório estadual do partido não se manifestou a respeito da prisão.

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