Governo deve liberar R$ 1,4 bilhão de recursos para fechar as contas da Saúde

Yara Aquino
Da Agência Brasil
Em Brasília

Na reunião da Junta de Execução Orçamentária realizada nesta quarta-feira (19) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com ministros a liberação de recursos para a Saúde. O ministério precisa de R$ 2,6 bilhões para fechar as contas deste ano e garantir a continuidade dos serviços.

Parlamentares apresentam R$ 66,5 bilhões em emendas para o Orçamento 2009

Os parlamentares elaboraram 9.361 emendas para o orçamento 2009 que tramita no Congresso Nacional. As bancadas estaduais foram as responsáveis pela maior quantidade de verba apresentada por meio das emendas, cerca de R$ 30,4 bilhões, divididos em 483 emendas. As comissões das duas Casas apresentaram R$ 30,2 bilhões por meio de 146 emendas, enquanto os parlamentares R$ 5,9 bilhões com mais de 8,7 mil emendas.

Na reunião, da qual participaram o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Guido Mantega, o governo discutiu a liberação de R$ 1,4 bilhão para a área. A informação é do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que também participou das discussões.

"O ministro Temporão falou das necessidades e Lula autorizou que os ministros Paulo Bernardo e Guido Mantega a conversassem para ver o que fazer neste fim de ano", afirmou Múcio.

Outros R$ 300 milhões de emendas parlamentares poderão ser acrescentados a essa conta, de acordo com o ministro. O total então passaria para R$ 1,7 bilhão.

Sobre o orçamento da União, que será entregue ao Congresso Nacional, José Múcio afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) para 2009 deve permanecer em torno de 4%. "Começamos a sentir alguns problemas, mas ainda estamos otimistas, acho que vamos manter esse número."

Sobre a viabilidade do projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), de reajuste para aposentados e pensionistas, Múcio afirmou que o impacto financeiro seria elevado, o que torna difícil a aprovação do projeto. "Sou de uma tese de que você não pode prometer o que não pode cumprir, tem números ali que todo mundo sabe que não podem ser cumpridos e quem paga isso é o governo".

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