Municípios em risco de dengue planejam combate ao mosquito e cobram estrutura

Da Agência Brasil
Em Brasília

O município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, está na lista do Ministério da Saúde (risco de epidemia) como uma das cinco regiões com risco de epidemia de dengue. As outras são Epitaciolândia (AC), Várzea Grande (MT), Iabuna (BA) e Camaçari (BA).

As autoridades de saúde de Mossoró já estão empenhados no combate aos focos do mosquito transmissor da doença, o aedes aegyti, segundo informou o coordenador de Vigilância à Saúde do município, Sodré Rocha.

De acordo com o coordenador, a equipe médica de vigilância já se reuniu e traçou algumas diretrizes para colocar em prática um plano de ação de combate a dengue. "Montaremos uma operação para recolher todo entulho da cidade, e faremos uma campanha junto as escolas para conscientizarmos as famílias da importância de não deixar água parada e de jogar entulhos em locais impróprios", disse.

Sodré Rocha lamentou a falta de pediatras de plantão nos hospitais de Mossoró para a necessidade de atendimento de crianças infectadas com a doença. "Os casos da doença aparecem mais em crianças de zero a cinco anos, e a rede não conta com um pediatra para plantão. Se tivermos um surto não saberemos o que", afirmou.

Já a cidade de Epitaciolândia (AC), na fronteira com a Bolívia, a Secretaria de Saúde concluiu um levantamento sobre a localização dos focos do mosquito transmissor, segundo informou a secretária Assendina Pessoas.

"Estamos fazendo no momento um novo estudo para eliminarmos todos os criadouros. Pretendemos envolver a Secretaria de Obras e a prefeitura para juntos combatermos os focos do mosquito transmissor", disse.

A falta de estrutura de Epitaciolândia para o atendimento aos doentes, caso ocorra uma epidemia de dengue, é motivo de preocupação da secretária de Saúde. "O município tem apenas dois carros. Um atende a zona rural e outro fica na cidade, o que não é suficiente. Não temos hospital e nem ambulância possuímos, dependemos do hospital de outro município, que também não tem infra-estrutura para atender a comunidade caso seja preciso", revelou.

Outra preocupação de Assendina Pessoas é a proximidade da cidade com a fronteira da Bolívia. Segundo a secretária, em algumas regiões da Bolívia o índice de infestação já está em 32%, e três casos de dengue hemorrágica já foram confirmados.

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