Manifestantes depredam escritório do Ibama em Paragominas (PA)

Marco Antônio Soalheiro
Da Agência Brasil
Em Brasília

Insatisfeitos com as apreensões realizadas pela Operação Rastro Negro, deflagrada pelo Ibama (Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais Renováveis) para combater a produção, transporte e comércio ilegal de carvão vegetal no Pará, cerca de 3.000 manifestantes se insurgiram na noite deste domingo (23) contra o escritório do órgão em Paragominas, nordeste do Estado.

Reforço

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, solicitou nesta segunda-feira (24) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, o emprego da FNSP (Força Nacional de Segurança Pública) no município



Segundo relato do órgão ambiental, os populares atearam fogo na garagem do escritório, onde estavam quatro veículos, depredaram o prédio e roubaram caminhões com as toras. Tratores e pás carregadeiras também foram usados em uma tentativa de invasão do hotel em que estavam hospedados fiscais responsáveis pela operação, frustrada em virtude de uma intervenção emergencial da Polícia Militar.

Os atos de vandalismo motivaram uma reunião, que acontece nesta segunda entre representantes da Superintendência do Ibama no Pará, Procuradoria do Ministério Público Federal e Batalhão de Choque da Polícia Militar. No encontro, estão sendo traçadas estratégias para a continuidade da operação. Agentes da FNS (Força Nacional de Segurança) foram requisitados para dar suporte à equipe que está no local.

A Operação Rastro Negro apreendeu em Paragominas cerca de 400 metros cúbicos de madeira carregados em 14 caminhões, na madrugada de domingo (23). Os fiscais suspeitam que a madeira tenha vindo de uma reserva indígena. Desde o fim de outubro, quando teve início a operação no Pará, foram destruídos mais de 200 fornos de carvão ilegais, apreendidos 120 metros cúbicos de carvão vegetal e aplicadas multas que somam mais de R$ 2 milhões.

No início do ano, também no Pará, em Tailândia, houve uma tentativa de linchamento a fiscais do Ibama que atuavam na Operação Arco de Fogo, no combate à extração ilegal de madeira na Amazônia. Mas, após a chegada de 300 homens da Força Nacional de Segurança e de agentes da Polícia Federal, a operação transcorreu normalmente.

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