Secretaria de Saúde de SC diz que garante atendimento às vítimas; preocupação é com contaminações

Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis (SC)

A Secretaria de Saúde de Santa Catarina garantiu que nenhum ferido com a enxurrada ficará sem atendimento. Apesar dos abalos em postos e hospitais, a estrutura não afetada e os repasses do governo federal devem ser suficientes para dar suporte aos desalojados e desabrigados.

A afirmação é da secretária da pasta, Carmem Zanotto. Segundo ela, por enquanto, a unidade mais afetada é o Hospital Santa Inês, em Balneário Camboriú, que teve comprometido 80% de seus serviços. Não houve internações. Os feridos que estavam no local foram transferidos para o Instituto do Coração, na própria cidade, e para Florianópolis.

Mesmo em hospitais invadidos pela água em Itajaí e Blumenau, houve atendimento. "Se não tivermos nenhum episódio maior que esse que tivemos, com novos desmoronamentos, nossa rede hospitalar dará conta de absorver todas as pessoas que foram resgatadas com vida. Não temos informação de que haja qualquer cidadão que não tenha sido socorrido e que esteja ferido", explica.

Segundo ela, o número de locais atingidos, de medicamentos inutilizados e de assistências médicas realizadas está sendo computado por técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Assim, não há um cálculo sobre o índice de vítimas e a proporção de leitos disponíveis, bem como os valores perdidos com a estrutura de saúde comprometida com a enxurrada.

Para amenizar a falta de estoque farmacêutico, o Estado está recebendo 17 toneladas de kits, com antibióticos, analgésicos, antitérmicos, material para curativo, luvas, cloro, soro e medicamentos de uso contínuo. O governo de Santa Catarina também estabeleceu uma parceria com o Grupo Conceição, do Rio Grande do Sul, caso haja maior demanda de pacientes politraumatizados.

O hospital de campanha, anunciado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na quarta-feira, deve ser instalado sábado, em Itajaí. Segundo a secretáia, o município foi escolhido por abranger o maior número de pessoas que tiveram contato com a água das enxurradas, já que 90% do município teve casas invadidas pela enxurrada.

Contaminações
A preocupação maior, passada a enchente, é com o risco de contaminações. A secretaria de Saúde comprou espaços na mídia e espalhou agentes de saúde pelas regiões afetadas a fim de conscientizar a população a não consumir alimentos que - mesmo em bom estado - foram atingidos.

A recomendação aos moradores é que, ao limparem suas casas, utilizem luvas e botas e desinfetem reservatórios de água mesmo quando não atingidos pela enchente, já que a rede de fornecimento de água pode apresentar vazamentos e contaminá-los.

Outra preocupação é com o aparecimento de animais peçonhentos. A secretaria recomenda que se tapem buracos surgidos nas residências ou nos terrenos e que, em caso de picada, não se apele para soluções caseiras - como chupar a ferida, passar café, amarrar o local, etc. O correto é manter a vítima deitada, procurar ajuda profissional o quanto antes e levar uma foto ou o corpo do animal (se estiver morto), se possível.

Há também demanda por sangue. Todos os hemocentros de Santa Catarina estão atendendo normalmente.

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