Governo encerra ano letivo em municípios atingidos pela chuva em Santa Catarina

Do UOL Notícias* Em São Paulo

Atualizada às 21h56

A Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina anunciou nesta sexta (28) o encerramento do ano letivo nos municípios afetados pelas chuvas desde a semana passada que não tenham condições de continuar as aulas. A tragédia já contabiliza 105 mortes.

As aulas estão encerradas nas unidades escolares de Educação Infantil (CIs e pré-escolas) da rede pública estadual e em centros de educação de jovens e adultos localizados nos 14 municípios que decretaram calamidade pública: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo, Blumenau, Luis Alves, Itajaí, Rodeio, Itapoá, Brusque, Ilhota, Pomerode e Timbó.

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A medida vale para os alunos que já atingiram, no mínimo, média final 5,0 e freqüência, no mínimo, de 75% do total das aulas previstas no calendário escolar aprovado para 2008.

Já os alunos que não alcançaram tais índices deverão ser convocados pelas escolas para proceder a atividades de recuperação e à nova avaliação.

Leia a íntegra da nota

Saldo das chuvas
A Defesa Civil confirmou 105 mortes com a tragédia. São 33 em Ilhota, 1 em Brusque, 15 em Gaspar, 24 em Blumenau, 13 em Jaraguá do Sul, 1 em Pomerode, 1 em Bom Jardim da Serra, 5 em Luís Alves, 2 em Rancho Queimados, 2 em Benedito Novo, 4 em Rodeio, 2 em Itajaí, 1 em São Pedro de Alcântara e 1 em Florianópolis.

Em Blumenau, depois de uma breve chuva, o sol forte ajudou a secar a lama. A temperatura chegou quase aos 30ºC, e a previsão meteorológica divulgada pela Defesa Civil é de tempo nublado até domingo (30).

A situação de Ilhota, no Vale do Itajaí (SC), onde 29 pessoas morreram, é cada vez pior. Com medo de que as pessoas se recusem a sair de residências em áreas de risco, o prefeito da cidade baixou um decreto dando poderes à Polícia Militar e ao Exército para que se tire à força os moradores que se negarem a abandonar os pontos críticos.

Promotores criminais de todo o Brasil pretendem apresentar em breve ao Congresso Nacional uma proposta de projeto de lei para proibir a prática de crimes durante eventos de calamidade pública no país. O objetivo é coibir que pessoas se aproveitem da situação como a que ocorre em Santa Catarina para aumentar preço dos produtos ou até praticar roubos em supermercados.

O governo de Santa Catarina anunciou a liberação imediata de recursos para três hospitais do município, uma das cidades mais atingidas, num total de R$ 2,1 milhões. A CEF (Caixa Econômica Federal) anunciou que vai disponibilizar R$ 1,5 bilhão, por meio de várias ações e operações de crédito, para as famílias.

As doações em dinheiro para as vítimas já chegam a R$ 3 milhões. Até o final da tarde, foram recebidos mais de 412 mil litros de água potável e cerca 18 toneladas de alimentos doados.

Quatorze cidades decretaram estado de calamidade pública: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo, Blumenau, Luis Alves, Itajaí, Rodeio, Itapoá, Brusque, Ilhota, Pomerode e Timbó.

Trechos das rodovias estaduais e federais que cortam Santa Catarina continuam bloqueados, mas algumas vias foram liberadas, informam a Defesa Civil e a Polícia Rodoviária Federal.

A Defesa Civil de Santa Catarina divulgou na quinta lista parcial com os nomes dos mortos na tragédia.

Veja a situação de cada município (para mais informações, passe o mouse sobre a cidade)






Prejuízos econômicos
O porto de Itajaí amarga um prejuízo diário de pelo menos US$ 35 milhões. Itajaí é o porto com maior movimentação de carne refrigerada do Brasil, principalmente de frango, e o segundo maior no fluxo de cargas em contêineres. A administração afirma que 4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro passa por este porto.

A Fiesc ( Federação das indústrias do Estado de Santa Catarina) estima em R$ 358,3 milhões as perdas econômicas com os impactos. O cálculo da entidade leva em conta o PIB (Produto Interno Bruto) da região, mas não inclui danos à infra-estrutura, às residências ou ao parque fabril.

O Sintex (Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região), estima perdas que chegam a R$ 50 milhões com a paralisação de produção da indústria têxtil e estragos às instalações das empresas.



Moradores saquearam supermercados e residências e a polícia teve que reforçar a segurança nas cidades mais afetadas pela chuva.

Doações
Cestas básicas, colchões, cobertores e kits de higiene estão sendo entregues às famílias atingidas pela chuva. A Defesa Civil distribui alimentos, água potável e medicamentos. Em Florianópolis, doações podem ser feitas no Portal do Turismo, Assembléia Legislativa e Procon. No interior do Estado, os produtos devem ser encaminhados aos abrigos, Defesa Civil e prefeituras. O governo pede prioridade à doação de água potável para as cidades atingidas, como Itajaí, onde a falta de água é crítica.

A Cruz Vermelha Brasileira e a Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) também anunciaram a criação de postos para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Santa Catarina. A arrecadação vai funcionar 24 horas na sede da Comdec, na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro, e na sede da Cruz Vermelha Brasileira, na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro Saúde. As defesas civis das subprefeituras receberão doações em horário comercial.

A recomendação é de que produtos de limpeza não sejam misturados com alimentos e roupa. Os alimentos devem estar dentro da validade, de preferência não perecíveis e com a embalagem em boas condições.

Segundo informações da Agência Brasil, a partir desta quinta-feira (27), as escolas técnicas federais recebem recebem doações. Os interessados em oferecer água potável e doar agasalhos, cobertores e alimentos não-perecíveis devem ligar para o telefone 0800 616161. O endereço das escolas técnicas está disponível no site do Ministério da Educação (MEC).

A Campanha Nacional de Solidariedade é promovida pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC. De acordo com o ministério, a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica reúne 214 unidades de ensino em todo o país.

Para quem deseja ajudar as vítimas com doações em dinheiro, a Defesa Civil disponibilizou três contas correntes: no Banco do Brasil, a agência é 3582-3, conta corrente 80.000-7; no Besc, agência 068-0, conta corrente 80.000-0; e no Bradesco S/A - 237, agência 0348-4, conta corrente 160.000-1. O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57.

*Com agências Estado e Brasil e Folha Online

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