Três pessoas são detidas durante "toque de recolher" em SC

Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis (SC)

Três pessoas foram detidas e conduzidos a prestar esclarecimentos em delegacia durante a primeira noite de vigência do "toque de recolher", nas áreas de calamidade de Santa Catarina. Uma delas, foragida da Justiça, foi presa.

As outras duas pessoas eram de localidades não atingidas pelas fortes chuvas e, por isso, após abordagem, tiveram que se justificar. "Eles disseram que estavam curiosos e queriam ver como estava a situação. Após a averiguação, foram liberados", esclarece o capitão Ricardo Alexandre Silva, assessor de imprensa do Comando Geral da Polícia Militar.

Durante o período de vigência (que segue enquanto houver áreas de calamidade), quem for flagrado circulando por pontos atingidos, e não for morador local, será abordado e terá de justificar por que está na área atingida. Antes da portaria 816 da Polícia Militar, outras 23 pessoas foram detidas por saques em Itajaí.

Segundo o secretário de Segurança, Ronaldo Benedet, apesar dos saques registrados e da operação de fiscalização noturna, o ambiente é de tranqüilidade. "Itajaí é uma das regiões com maior índice de criminalidade. Mas, agora, [o índice] está baixíssimo em relação aos três trimestres do ano", afirmou, sem citar números.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 600 policiais reforçam o efetivo nas áreas de calamidade. Para o secretário, a região está mais protegida.

Ele esclarece que as pessoas que estão em áreas de risco não devem temer deixar suas casas por medo de saques, principalmente em Blumenau. Elas devem ficar tranqüilas, saírem de suas residências e evitarem novas mortes por soterramento.

"Estou preocupado pois, segunda e terça-feira, há previsão de precipitação pluviométrica de 90 milímetros. Em Blumenau, onde não houve saques, as pessoas não querem sair de casas ameaçadas de despencar, por medo de que haja roubo. Vão acabar morrendo, com esse medo", tenta conscientizar.

A portaria 816 da Polícia Militar, que entrou em vigor quinta-feira à noite, é válida para 45 cidades de Santa Catarina. Doze delas apresentavam estado de calamidade pública e 33 de emergência devido às enchentes até às 21h da data da publicação.

A medida não vale em locais em que a situação está normalizada. Moradores das zonas de calamidade poderão circular sem restrição. Somente em Itajaí, desde o início da semana, cerca de 120 agentes da Polícia Civil e 350 da PM monitoram as áreas de risco e abrigos onde estão alojadas vítimas da enchente.

No 1º Batalhão da Polícia Militar, em Itajaí, foi instalada uma sala de operações especiais em razão das cheias. A instalação faz parte da segunda fase das ações, titulada "Resposta ao Desastre", apresentada à imprensa durante uma reunião entre o comando da Polícia Militar e o vice-governador Leonel Pavan, quinta-feira.

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