Rodovias de SC têm 12 trechos interditados; 1.500 caminhões continuam parados

Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
De Florianópolis

(Texto atualizado às 22h26)

Recuperação de porto de Itajaí pode levar dois anos

Segundo o governador de SC, é possível que a profundidade do leito do rio Itajaí-Açu tenha sido consideravelmente comprometida. Início da retomada das atividades deve ocorrer em duas semanas.

O estado das estradas no Estado de Santa Catarina segue preocupante. Existem, no momento, segundo a Defesa Civil, 12 trechos interditados e cerca de 1.500 caminhões permanecem parados nas proximidades do Morro dos Cavalos, em Palhoça, na Grande Florianópolis.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os caminhoneiros estão aguardando a liberação de um trecho que, entre a noite de quinta e a manhã de sexta-feira, chegou a ficar aberto.

Engenheiros do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (DNIT) trabalham hoje para detonar uma rocha que caiu sobre a rodovia. A previsão é que a rodovia seja liberada neste domingo.

De acordo com o inspetor Roberto Reckziegel, do corpo de motos da PRF (Polícia Rodoviária Federal), há mais concentração de caminhões no trecho sul da rodovia.

Ele avalia que a abertura ocorrida na noite de quinta - para escoar o fluxo de outros 2.000 veículos - acabou por iludir outros transportadores. "Tanto os que estavam parados em trechos que foram liberados, no norte, quanto os mal informados que se deslocaram à rodovia", analisa.

Neste sábado, policiais rodoviários levaram cerca de 400 marmitas aos caminhoneiros. Muitos estão acompanhados de suas famílias e montam acampamentos improvisados às margens da rodovia e em vias próximas. "Alguns estão impacientes por questões particulares, de saúde e familiares, e não pelo frete", diz Reckziegel.

Entre domingo da semana passada e quinta-feira, quando cerca de 2.000 veículos ficaram retidos, o caminhoneiro Alfredo Ramos teve que ficar em um posto de gasolina, em Biguaçu.

Ele transportava pinheiros de Curitiba até Imbituba, depois do trecho interditado, e conseguiu destinar a carga sexta-feira. "Em seguida, foi interditado o trecho de novo e tive que deixar o caminhão em Imbituba", lamenta, contando que voltou para sua casa em São José de carona.

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Cada veículo parado representa perdas de 450 a 700 dólares por dia.
A estimativa é do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas (Fetracesc), Pedro Lopes. De acordo com ele, muitos caminhoneiros perderam seus lucros quando chegou a se noticiar que poderiam utilizar as BRs 282 e 216 - a notícia, segundo ele, estava incorreta, pois as rodovias continuavam interrompidas.

O prejuízo ocorre porque, ao realizarem o serviço, por exemplo, entre o sul de Santa Catarina e São Paulo, no retorno, os caminhoneiros compram cargas de hortifrutis com o dinheiro do primeiro transporte. "Parado, perde-se o frete e o dinheiro usado na compra da mercadoria", explica.

Segundo o presidente da Fetrancesc, um levantamento sobre os impactos para transportadoras e indústrias deve ser finalizado e entregue nos primeiros dias de dezembro à secretaria da Fazenda. Um dos aspectos a ser analisado é o impacto do fechamento do porto de Itajaí, que só deve voltar a operar em duas semanas.

Estradas
Entre os 12 trechos de rodovias interditados, dois deles são de ligação federal. Veja abaixo:

A BR-101 está interditada na altura do KM 235, em Palhoça, por causa da queda de uma barreira.

E a BR-470 também tem trânsito interrompido no km 41, em Gaspar, por conta de um desmoronamento na pista. Havia risco de desmoronamentos da pista no local, e o morro onde estava instalada a antena de uma operadora de celular estava começando a ceder, segundo informações do governo do Estado.

Nas vias estaduais, a interdição acontece, na maioria dos casos, por causa de queda de barreira. É o caso de SC-401, SC-407, SC-408, SC-413, SC-416 e SC- 431.

Na SC-466, houve um deslizamento e a pista cedeu no trecho que liga a cidade de Ita ao Estado do Rio Grande do Sul.

A pista também cedeu na SCT-477, no trecho que liga as cidades Doutor Pedrinho e Benedito Novo, e na SC-411, no trecho entre as cidades de Canelinha e Tijucas.


E na SCT-470, o trânsito está interditado em toda a via para veículos com peso acima de dez toneladas.

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