'Temos de rezar para parar de chover', diz governador de SC

Fernando Narazaki e Renato Cury
Em Florianópolis*

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, disse ontem (30) que "a terra molhada, após quatro meses de chuva contínua, não suporta mais" e que é é preciso "rezar para que pare a chuva, venha o Sol."

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Luiz Henrique disse ainda que a reconstrução das áreas afetadas ocorrerá após o fim das chuvas. "Não tenho dúvidas de que isso vai acontecer, porque depois da tempestade vem a bonança. E na bonança nós vamos reconstruir."

Luiz Henrique fez questão de afirmar que o turismo em Florianópolis não pode ser afetado pela tragédia.

"O nosso litoral não foi afetado, nossas praias não foram afetadas. De modo que os turistas podem vir tranqüilos para Santa Catarina", disse o governador, durante visita ao kartódromo dos Ingleses, onde acompanhou uma das baterias do desafio de kart organizado por Felipe Massa, piloto da Ferrari na Fórmula 1.

A prova, realizada hoje, tinha locais para coleta para doações do público presente, e alguns pilotos já anunciaram que enviarão seus equipamentos para que o Estado faça um leilão em benefício às vítimas. Massa já anunciou que doará R$ 50 mil e mais o macacão da Ferrari, enquanto Rubens Barrichello doou macacão, capacete e luvas. O desafio foi vencido por Barrichello.

Defesa civil alerta para risco de deslizamentos
Equipes de resgate da Defesa Civil de Santa Catarina trabalham na região próxima ao município de Luiz Alves, no Vale do Itajaí. No vôo de observação realizado pela manhã de domingo, eles detectaram áreas de deslizamento iminente de terra na localidade conhecida como Serafim.

De acordo com o tenente Alessandro Faslzck, essas áreas estão próximas a um gasoduto e um alojamento das Centrais Elétricas de Santa Catarina, onde técnicos que realizavam serviços de recuperação de uma linha de transmissão de alta-tensão já foram retirados.

O oficial também informou que os trabalhos de resgate de moradores no Vale do Baú, em Ilhota, se resumem agora na tentativa de localizar pessoas que se recusam a deixar suas moradias.

Segundo Faslzck, cerca de 80% das famílias já foram retiradas da região e o restante foge com a aproximação do helicóptero. "O problema é que algumas delas percebem a chegada das aeronaves se escondem ou fogem para as áreas de matas", disse.

*(Com informações da Agência Estado)

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