Polícia de MG prende 17 pessoas acusadas de participar de orgia com menores

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

A Polícia Militar de Minas Gerais prendeu dezessete pessoas acusadas de participar de uma orgia sexual com adolescentes na noite deste domingo (30) em sítio localizado na cidade mineira de Mário Campos (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Foram apreendidos 6 garotas e 1 rapaz com idades entre 13 e 16 anos.

Segundo o sargento Rômulo Vicente Papa, por meio de denuncia anônima, policiais da cidade chegaram ao local a tempo de flagrar alguns dos adolescentes ainda seminus. "Quando chegamos, várias pessoas começaram a correr e algumas conseguiram fugir", disse Papa, que não conseguiu precisar a quantidade de pessoas que estavam participando da festa.

No local, foram encontrados papelotes de cocaína, buchas de maconha, pedras de crack e preservativos utilizados, além de um colete da Polícia Civil de Minas Gerais. O policial revelou que o denunciante informou que há pelo menos dois meses são constantes festas neste sítio, localizado no bairro Funil.

Conforme relato do sargento, o proprietário do local se chama Tiago Rezende Laudares. Ele teria alegado aos policiais que é usuário de drogas e que organizou a festa com a finalidade de promover o consumo de entorpecentes, além de sexo com os menores.

Os suspeitos presos que, segundo o policial, são na maioria usuários de drogas, e os menores foram encaminhados à delegacia da Polícia Civil da cidade. Os pais dos adolescentes estão sendo ouvidos e o conselho tutelar da cidade acompanha o caso. Todos os envolvidos são moradores da cidade de Mário Campos.

O responsável pelo caso, o delegado Álvaro Aparecido dos Santos, disse que por causa da ausência de testemunhas, a investigação terá de ser feita com base em depoimentos dos próprios policiais militares que foram ao local e dos suspeitos presos.

"Nós vamos ter que ouvir os próprios policiais como testemunhas porque eles não arrolaram testemunhas dos fatos. A princípio, os adolescentes que nós ouvimos negaram que tivessem feito sexo com os adultos que estavam no local", disse.

No entanto, Santos afiançou que a investigação será feita no intuito de averiguar se realmente os menores foram abusados sexualmente pelos adultos. "Nós estamos ouvindo os menores e o dono do sítio. Ele assumiu somente a propriedade de duas pedras de crack. Nós vamos ter que dar início a toda uma investigação para ver se chegamos a algum crime cometido, principalmente envolvendo os adolescentes", contou.

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