Psicólogos e assistentes sociais auxiliam bombeiros em resgates em SC

Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis (SC)

Psicólogos e assistentes sociais estão auxiliando os bombeiros nos trabalhos em áreas de risco, principalmente no Morro do Baú, em Blumenau. Pelo menos 250 pessoas foram retiradas do local, até o momento. Nas zonas com perigo de haver novos deslizamentos, há resistências e moradores se esconderam dos helicópteros de resgate durante o fim de semana, para não ter que sair de suas casas.

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O auxílio de especialistas em psicologia e assistência social nem sempre tem convencido os moradores a deixarem o lar. "Não tendo a compreensão dos pais, entramos com uma ordem judicial para retirar, ao menos, as crianças", explica a secretária de Regularização Fundiária e Habitação da prefeitura de Blumenau, Neusa Pasta Felizetti.

Para o comandante do Corpo de Bombeiros de Blumenau, coronel Carlos Menestrina, a resistência dos moradores é compreensível. "Aquela residência é uma história de vida, o resultado de longos anos de trabalho. No entanto, o poder público neste momento não tem outra opção", analisa, lembrando que, em risco iminente, os resistentes vão ser retirados à força.

A prioridade agora é avaliar quais casas podem ser liberadas e quais permanecem como área de risco. Nesta segunda-feira, começaram a ser identificadas as que estão condenadas à demolição. Até o meio-dia, 350 selos foram colados em residências que não possuem estrutura segura para servir de moradia.

Com o sol durante a manhã e à tarde, os bombeiros puderam trabalhar com mais tranqüilidade. "Temos 5.550 pessoas em abrigos, mas o número não é real porque há muita gente em casa de parentes e amigos", revela o comandante do Corpo de Bombeiros de Blumenau.

Pelo menos quatro bairros possuem graves problemas de estrutura em casas, vias e pontes. O pior caso é o do Garcia, que está isolado por terra. "Muitas barreiras foram retiradas, mas o barro não parou de deslizar", explica Menestrina.

Em alguns casos, é necessário cortar o fornecimento de água em casas que foram destruídas ou estão desabitadas. O corte inibe que a água possa se espalhar, molhar o solo e trazer novos deslizamentos.

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