Bancários se reúnem com parlamentares para pedir garantias de emprego

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 20h24

Representantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), se reuniram nesta terça-feira (2) com o deputado estadual João Paulo Cunha (PT-SP) e com o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) em Brasília para exigir a proteção dos empregos da categoria como contrapartida social da medida provisória que permite ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal adquirir instituições financeiras com sede no território brasileiro. Apresentada em plenário no dia 12 de novembro, a MP 443/08 tem por objetivo dar fôlego ao sistema financeiro durante a crise global.

"É necessário que haja mudanças na proposta porque, como está, ela só trata de compra de carteiras, aquisições de bancos e fusões de empresas, mas não protege os empregos", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente da entidade.

O sindicato reclama que a MP não protege o emprego dos trabalhadores do setor. Segundo a entidade, as demissões em bancos pequenos que trabalham na área de crédito direto ao consumidor cresceram 133% nos últimos três meses na comparação com 2007. De setembro a novembro, foram registradas 774 demissões, contra 332 no mesmo período do ano anterior. O número pode ser maior porque o sindicato só faz a homologação de dispensas de empregados com mais de um ano de empresa. Marcolino afirma que a tendência já começa a afetar os bancos médios como Safra, Real e HSBC nas áreas de crédito consignado e financiamento de automóveis.

A entidade espera que a MP ganhe uma emenda - que proteja os funcionários - durante sua tramitação no Senado para que seja discutida novamente na Câmara. Para isso, o grupo também levou as reivindicações no começo desta noite ao senador Valter Pereira (PMDB-MT), relator da MP 443 no Senado. Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, o senador se mostrou disposto a analisar as medidas, mas não apresentou propostas.

Segundo o presidente do sindicato dos bancários de São Paulo, Aloizio Mercadante disse que será feita uma audiência pública entre trabalhadores e empresários no Congresso para discutir o emprego durante a crise financeira em diversos segmentos econômicos. No entanto, o sindicalista não informou se Mercadante ou João Paulo Cunha teriam assumido algum compromisso sobre eventuais mudanças na MP. João Paulo Cunha foi relator da medida na Câmara.

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