Prefeitura do Rio rescinde contrato com empresa que administrava vagas nas ruas da zona sul

Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Motivo de brigas entre antigos e novos guardadores há quase um mês, a Prefeitura do Rio de Janeiro rescindiu nesta terça-feira (2) o contrato com a Embrapark, que desde o dia 10 de novembro operava 9.049 vagas de ruas do Leme a São Conrado. O trecho foi batizado de Área Azul.

De acordo com o Diário Oficial, a decisão foi do Tribunal de Contas do Município (TCM) que apontou irregularidades na licitação e ordenou que o contrato fosse suspenso e rescindido.

Os guardadores autônomos, que atuavam na região antes da parceria, não deixaram seus locais de trabalho mesmo após o novo procedimento e comemoram a rescisão hoje em frente à Câmara dos Vereadores, no centro do Rio. A decisão de não parar de trabalhar gerou muitos desentendimentos com os novos funcionários contratados pela Embrapark para a função.

No primeiro dia da Área Azul, o prefeito eleito Eduardo Paes criticou a atitude do prefeito Cesar Maia, afirmando que ele não deveria fechar contratos "volumosos" a dois meses da transição. "É estranho que se faça um processo licitatório somente na área nobre da cidade. Já pedi ao secretário de Transportes [Alexandre Sansão Fontes] para ler os termos do contrato", repreendeu Paes.

Com o sistema implementado pela Embrapark, os motoristas tinham dez minutos de tolerância para estacionar o carro sem pagar, mas deveriam deixar o pisca-alerta ligado. Portadores de deficiência e moradores da região precisavam de um cartão para usar as vagas gratuitamente.

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