Dilma afirma que obras do PAC em Santa Catarina terão de ser refeitas

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (3) que todas as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas áreas de saneamento e habitação em Santa Catarina terão de ser refeitas devido aos estragos causados pelas chuvas no Estado, que prejudicaram o andamento das obras.


A queda de uma barreira provocou o bloqueio do sentido sul da BR-376, a principal via de ligação entre o Paraná e Santa Catarina



Segundo Dilma, o governo federal também terá de recuperar trechos da BR-101 em Santa Catarina, que sofreram danos por causa da chuva. "Somente o esforço compartilhado do governo federal, do Estado e da sociedade civil vai conseguir reverter os efeitos desse desastre", destacou a ministra, que participa de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre os efeitos da crise financeira internacional nas obras do PAC.

Saldo das chuvas
Os moradores de Santa Catarina começam a voltar para suas residências após as enchentes. De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil, quase 10 mil pessoas já retornaram. Até o momento, foram contabilizadas 117 mortes e 32 desaparecimentos. Em contagem extra-oficial, no entanto, somente o município de Ilhota - um dos mais afetados pelas enchentes- teria 40 desaparecidos.

Caiu para sete o número de rodovias totalmente interditadas no Estado, em decorrência de deslizamentos e quedas de barreiras.

As doações às vítimas das chuvas já chegam a mais de R$ 12 milhões. Os depósitos podem ser efetuados em nove contas bancárias abertas pela Defesa Civil.

Saiba como e o que doar

O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, suspendeu as férias coletivas dos servidores, previstas para iniciar no próximo dia 22. A intenção é manter o atendimento à população.

Plano de ação
Paralelamente aos problemas econômicos, o governo trabalha com um plano de ação para atender às vítimas de deslizamentos de terra e enchentes em Santa Catarina. São quatro as prioridades em nível hierárquico: atender às vítimas, prevenir surtos de doenças, limpar e desobstruir as vias e reconstruir a estrutura em água, luz e estradas. Todas as quatro etapas serão integradas.

Em relação à primeira prioridade, o objetivo é atender, abrigar e dar condição de subsistência às vítimas, além de marcar áreas ameaçadas.

A segunda prioridade visa prevenir surtos de doenças, como a leptospirose. Mais de 60 casos de suspeita de contaminação já foram registrados.

A terceira etapa compreende a limpeza e a desobstrução das vias das cidades, o que está previsto para ser concluído até o fim da semana. A medida envolve o repasse de recursos de emergência aos municípios, para que adquiram máquinas e realizem contratações temporárias.

A quarta etapa se refere à reconstrução da estrutura básica. Essa é a que deve levar mais tempo, com a recuperação de linhas de transmissão de energia elétrica, de redes de água e esgoto em curto prazo e do sistema viário em médio prazo.

* Com informações da Agência Estado, Agência Brasil e de Luiz Nunes, em Florianópolis (SC)

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