Número de desabrigados e desalojados cai pela metade em Santa Catarina

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Parte dos moradores de Santa Catarina que tiveram que abandonar seus lares estão de volta a suas residências. Boletim da Defesa Civil contabiliza 35.325 desalojados e desabrigados pelas chuvas. A tragédia chegou a somar 78.707 pessoas nessa situação na semana passada.


A queda de uma barreira provocou o bloqueio do sentido sul da BR-376, a principal via de ligação entre o Paraná e Santa Catarina



Pelo comunicado mais recente, são 8.089 desabrigados e 27.236 desalojados. Até o momento, foram contabilizadas 117 mortes e 32 desaparecimentos. Em contagem extra-oficial, no entanto, somente o município de Ilhota - um dos mais afetados pelas enchentes- teria 40 desaparecidos.

A tendência, segundo o major Emerson Emerin, gerente de mobilização de desastres da Defesa Civil do Estado, é de que esse número diminua a cada momento. "A diminuição das chuvas e da liberação de algumas áreas atingidas está proporcionando a volta de muitas pessoas para casa", afirmou.

Saiba como e o que doar aos desabrigados

Caiu para sete o número de rodovias totalmente interditadas no Estado, em decorrência de deslizamentos e quedas de barreiras.

As doações às vítimas das chuvas já chegam a mais de R$ 12 milhões. Os depósitos podem ser efetuados em nove contas bancárias abertas pela Defesa Civil.

O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, suspendeu as férias coletivas dos servidores, previstas para iniciar no próximo dia 22. A intenção é manter o atendimento à população.

Plano de ação
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (3) que todas as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas áreas de saneamento e habitação em Santa Catarina terão de ser refeitas devido aos estragos.

Paralelamente aos problemas econômicos, o governo trabalha com um plano de ação para atender às vítimas de deslizamentos de terra e enchentes em Santa Catarina. São quatro as prioridades em nível hierárquico: atender às vítimas, prevenir surtos de doenças, limpar e desobstruir as vias e reconstruir a estrutura em água, luz e estradas. Todas as quatro etapas serão integradas.

Em relação à primeira prioridade, o objetivo é atender, abrigar e dar condição de subsistência às vítimas, além de marcar áreas ameaçadas.

A segunda prioridade visa prevenir surtos de doenças, como a leptospirose. Mais de 60 casos de suspeita de contaminação já foram registrados.

A terceira etapa compreende a limpeza e a desobstrução das vias das cidades, o que está previsto para ser concluído até o fim da semana. A medida envolve o repasse de recursos de emergência aos municípios, para que adquiram máquinas e realizem contratações temporárias.

A quarta etapa se refere à reconstrução da estrutura básica. Essa é a que deve levar mais tempo, com a recuperação de linhas de transmissão de energia elétrica, de redes de água e esgoto em curto prazo e do sistema viário em médio prazo.

Veja a situação de cada município (para mais informações, passe o mouse sobre a cidade)






* Com informações da Folha Online, Agência Estado e Agência Brasil

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