Índice de atrasos em vôos regulares cai em novembro, diz Anac

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O índice de atrasos de vôos na aviação regular brasileira teve queda em novembro com relação ao mesmo período de 2007. Entre os motivos, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação), estão a reorganização da malha aérea no país e a concentração de pedidos, como alteração de itinerários e inserção de novos vôos, à agência.

O índice é 10,1 pontos percentuais menor aos 26,7% registrados no ano passado, graças também à maior fiscalização do setor, diz a Anac. Já com relação a outubro, houve alta de 4,1 pontos percentuais nos atrasos acima de 30 minutos, que ficaram em 16,6% do total, contra 12,5% do mês anterior.

Os cancelamentos de vôos apresentaram queda, de 2,5%, contra 3,2%, em outubro. Em 2007, no mesmo mês de novembro, os cancelamentos chegaram a 6,3%.

Segundo a Anac, o aumento com relação a outubro foi causado em grande parte pelos vôos da Gol e da Varig que, em conjunto, representaram 38% do total de vôos domésticos e internacionais em novembro, respectivamente, com 21,1% e 24,2% dos atrasos no mês. Em outubro, eram de 13,4% e 15,3%.

Em meados de novembro, a área de Segurança Operacional da Anac detectou que a fusão das malhas aéreas de Gol e Varig - fruto da incorporação das duas empresas em uma única companhia aérea - causava dificuldades para a operação de seus vôos, resultando em atrasos bem acima da média das companhias.

Desde então, a agência afirma que acompanha os esforços da Gol/Varig para resolver o problema e que a tendência é de que a empresa gradualmente normalize a situação nas próximas semanas.

Os dados de atrasos e cancelamentos são levantados pela Infraero nos 67 aeroportos que a estatal administra. TAM, Gol/Varig, OceanAir e Webjet detêm juntas cerca de 98% do mercado doméstico brasileiro.

Fim de ano
Em novembro, ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou uma operação para impedir tumultos nos aeroportos no fim do ano, que prevê ações entre os dias 19 de dezembro e 7 de janeiro para a Infraero, Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), Anac, Polícia Federal, Receita Federal e empresas aéreas.

O plano prevê mais funcionários para atender os passageiros. Além disso, as empresas terão que deixar aviões de reserva nos principais aeroportos além de tripulações, equipes de manutenção e infra-estrutura de atendimento ao público. As empresas se comprometeram ainda a não praticar overbooking e a endossar passagens de outras empresas.

Com informações da Folha Online

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