Ministério aprova anistia de R$ 337 mil a Chico Mendes; viúva receberá R$ 3.000 mensais

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizado às 18h01

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou por unanimidade, na manhã desta quarta-feira (10), o pedido de anistia política ao ex-líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988. A viúva do ambientalista, Ilzamar Mendes, receberá uma indenização retroativa de R$ 337 mil e mais R$ 3.000 mensais.
  • Arquivo Folha Imagem

    Ex-líder seringueiro Chico Mendes foi assassinado em 1988


A sessão foi realizada em Rio Branco (AC), um dos palcos de lutas travadas por Mendes a favor da igualdade entre os homens e da preservação ambiental.

"Mendes era um homem à frente do seu tempo. Sua anistia é a afirmação do processo democrático no Brasil", disse o ministro da Justiça, Tarso Genro. "Foi um sujeito civilizatório que combateu a desigualdade, a violência e a impunidade", completou.

A decisão acontece no dia em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos e na véspera dos 40 anos de edição do Ato Institucional nº 5, o AI-5, símbolo maior da censura no Brasil.

Para a viúva de Mendes, que protocolou o pedido na Comissão em 2005, o momento é histórico. "Meu marido nunca incitou o crime, pelo contrário, ele foi um defensor da vida", declarou Ilzamar Mendes.

Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa, em dezembro de 1988, após sofrer diversas ameaças enquanto lutava pela preservação da Amazônia. Ele nasceu em Xapuri (AC), em 1944.

Os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves da Silva foram condenados a 19 anos de prisão em 1990 pela morte do ambientalista.

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