Déficit de moradias em Blumenau deve ser sanado em um ano, diz prefeito

Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis (SC)

A prefeitura de Blumenau está implementando um programa para reconstruir casas e reabrigar os moradores atingidos durante o período de chuva forte, entre novembro e o início deste mês. As moradias devem ficar prontas em, no máximo, um ano.

A previsão é do prefeito João Paulo Kleinubing (DEM), que quer realizar três programas: de transferência de recurso, de auxílio-aluguel e de adaptação de galpões industriais.

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O primeiro visa transferir recursos para reformar ou construir casas para 2.000 famílias. As construções devem começar até o fim de janeiro e ser entregues entre cinco e 12 meses depois.

Além da destinação da verba, a prefeitura deve realizar um programa de auxílio-aluguel, a fim de custear mensal e temporariamente moradias para 500 famílias. "Tem que passar pelo crivo da Defesa Civil para que não se alugue em locais que apresentam risco no futuro", explica o prefeito.

Outra solução para cobrir o déficit de moradias é a adaptação de galpões industriais. As áreas ganhariam quartos, banheiros e cozinhas comuns. "Precisamos de recursos para modificá-los na estrutura das paredes e alterar o teto e o forro, para dar o mínimo de conforto", planeja.

Segundo Kleinubing, ainda é necessária a provisão de recursos para realizar os projetos. A prefeitura também necessita de verba para contratar novos assistentes sociais e psicólogos. Os programas municipais no setor foram paralisados temporariamente, uma vez que os profissionais estão trabalhando em áreas de risco e abrigos.

Por enquanto, Blumenau recebeu R$ 6,4 milhões do governo federal, por meio da Defesa Civil. O dinheiro foi utilizado para limpar as ruas, contratar empregados e máquinas e comprar alimentos.

Kleinubing estima que a cidade leve entre um ano e meio e dois anos para voltar a ter a estrutura que tinha antes do período de chuva forte. Ainda precisam ser recuperadas vias e redes de água e esgoto.

Saldo de vítimas
De acordo com o último balanço da Defesa Civil do Estado, o número de mortos chega a 126. Vinte e sete pessoas continuam desaparecidas: seis delas em Gaspar e 21 em Ilhota. O número de desalojados e desabrigados é 33.479, sendo 6.243 desabrigados e 27.236 desalojados.

Veja a situação de cada município (para mais informações, passe o mouse sobre a cidade)



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