PF desarticula organização de tráfico de drogas internacional que agia em sete Estados

Eduardo Penedo
Especial para o UOL Notícias
Em Cuiabá (MT)

A Polícia Federal desencadeou desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (12) a "Operação Aracne" para desarticular uma organização criminosa de tráfico internacional de cocaína. Os agentes cumprem, em 29 municípios, 52 mandados de prisão preventiva e 73 mandados de busca e apreensão. A ação atinge os Estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, e pretende. A operação envolve pelo menos 400 homens.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em setembro deste ano na cidade de Barra do Garças (MT), onde foi descoberto um esquema de tráfico de drogas internacional. A droga era distribuída por uma organização criminosa e por dois cartéis de narcotraficantes bolivianos, os quais entregavam a droga no território nacional com a utilização de aeronaves.

De acordo com a Polícia Federal, a droga no território brasileiro era armazenada em fazendas localizadas nos municípios matogrossenses de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra e Nova Maringá, que funcionavam como entrepostos de cocaína. Em seguida, era redistribuída Goiás, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais e Distrito Federal, além do Mato Grosso. A droga era transportada por caminhões.

As investigações da Polícia Federal constataram que as operações de tráfico de drogas utilizavam "laranjas" para lavar o dinheiro da venda da droga para dificultar o rastreio da origem das transações pelos órgãos de fiscalização e também os lucros obtidos com a comercialização. Alguns dos investigados praticavam, ainda, evasão de divisas.

Durante a investigação, a PF descobriu que a droga tinha como destino final o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que surgiu em penitenciárias do Estado de São Paulo e que atua em diversos Estados, sobretudo no tráfico de drogas e em assaltos a bancos.

Prisões
A Polícia Federal conseguiu lavrar 10 autos de prisão em flagrante durante as investigações, com a prisão de 17 investigados e apreensão de, aproximadamente, 3 toneladas de pasta base de cocaína. Conforme a PF, mesmo presos, alguns acusados conseguiam comandar o tráfico de drogas.

Segundo a PF, nos últimos nove meses o grupo conseguiu efetuar a entrega de, no mínimo, 15 toneladas de pasta base de cocaína, a maioria no Estado de São Paulo. Além das prisões e buscas, a Justiça, a pedido da Polícia Federal, decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o seqüestro e indisponibilidade dos seus bens, direitos e valores (imóveis urbanos e rurais, empresas, aeronaves, automóveis, saldos de contas bancárias, dinheiro em espécie, jóias).

Crimes
Os investigados, inclusive os que ainda estão sendo procurados, responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, com penas que podem ultrapassar 25 anos de reclusão.

Alguns deles responderão também por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa, cujas penas, somadas, podem alcançar 28 anos de reclusão. Os presos, após serem interrogados, serão levados para o Presídio Pascoal Ramos, em Cuiabá, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

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