Região Sudeste tem o menor percentual de municípios com programas de habitação, diz IBGE

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A proporção de prefeituras da região Sudeste que informou ter executado, nos últimos dois anos, alguma ação ou programa no setor de habitação, foi de 70,6%. O número é baixo se comparado à média do país: 80,2% das prefeituras. O Sudeste apresenta, inclusive, queda nesse percentual, já que, em 2004, 77% dos seus municípios possuía algum tipo de programa.

Norte e Sul são as regiões com maior porcentagem de municípios com favelas

As regiões Norte e Sul (41,0%) apresentam as proporções mais elevadas de ocorrência de favelas, seguidas pelo Nordeste (32,7%), Sudeste (29,7%).

As regiões com mais municípios que atendem a esse quesito são o Nordeste (85,9%) e o Centro-Oeste (90,8%). É o que informa o levantamento feito pela sétima edição da Pesquisa de Informações Municipais (Munic) que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulgou nesta sexta-feira.

Segundo o IBGE, a tendência é que os programas habitacionais apareçam em proporções mais elevadas nos municípios mais populosos. Todos os 37 municípios com mais 500.000 habitantes realizaram algum programa habitacional nos anos investigados pela pesquisa.

Entre os Estados, o que menos registrou programas no setor foi o Amapá, com o menor percentual (apenas 37,5% dos município), e o com a maior proporção foi o Tocantins, com 97,8%. Em 2005, o menor percentual era o de Rondônia (apenas 42,3% de seus municípios com ações no setor da habitação), e o maior ficava com Sergipe (85,3%).

Dentre os municípios que declararam executar algum programa de habitação, a construção de unidades residenciais foi a mais citada, sendo registrada por 75,7% deles, percentual que aumenta quanto mais populoso for o município, chegando a atingir a totalidade no grupo com população superior a 500 mil habitantes.

Mais de 90% dos municípios brasileiros enfrentam problemas ambientais

Mais de 90% dos municípios brasileiros (ou 5.040 deles) sofrem algum problema ambiental, sendo que as incidências mais citadas são queimadas, desmatamento e assoreamento de corpos d'água.


Em segundo lugar, ficou a melhoria das unidades habitacionais, marcada por 58,0% dos municípios que tomaram iniciativas; e, em terceiro, a oferta de material de construção, assinalada por 44,5%. Municípios com população acima de 100 mil habitantes implementaram, em proporções elevadas, programas voltados para a regularização fundiária e urbanização de assentamentos, ações governamentais desenvolvidas por baixa proporção de municípios no grupo com população até 50.000 habitantes.

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