Apenas 17,5% das defesas civis de Minas Gerais são atuantes, revela diretor

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

Apesar de 603 do total de 853 municípios de Minas Gerais revelarem ter delegações da defesa civil - o que corresponde a 70,7% de cidades do Estado - apenas em 150 localidades esses órgãos são considerados atuantes, o que corresponde a apenas 17,5% do total. A informação é do capitão Edilan Arruda, diretor de comunicação do Cedec (Coordenadoria Estadual de Defesa Civil), sediado em Belo Horizonte.

Nesta quinta-feira (18), o número de cidades que decretaram estado de emergência aumentou de 32 para 39 no Estado em razão de chuvas que caem de forma intensa desde o último dia 12. Ao todo, 11 pessoas morreram em decorrência das águas.

"As (defesas civis) que efetivamente funcionam são umas cem, cento e poucas, que são capazes e fazem alguma coisa. O restante é meramente ilustrativo, é só no papel", revela.
Para ele, mesmo com a presteza do órgão estadual em auxiliar os municípios em casos de emergência, a iniciativa tem de partir da prefeitura da cidade para tentar diminuir os efeitos de grandes temporais.

"A preocupação maior tem de ser do prefeito, que tem que criar a defesa civil e fazer as ações (preventivas). Nós estamos preocupados porque a comunidade é quem vai sofrer mais. Nós damos o apoio após o desastre", disse.

Apesar de as equipes da defesa civil estadual serem acionadas, na maioria dos casos, após desastres causados pelas chuvas nas localidades, o capitão revela que existe a possibilidade de a prefeitura ser orientada quando da implantação da defesa civil no município.

"Nós damos o suporte aos municípios em todas as fases, não só em resposta (aos desastres e inundações), (mas também) na prevenção e preparação. Nós que capacitamos os prefeitos, os agentes. Tudo o que eles precisam, nós fazemos", disse. Arruda não soube dizer qual o motivo de elevado número de prefeitos manterem as defesas civis somente no papel.

Corpo de Bombeiros
Desde o dia 15 deste mês, o Corpo de Bombeiro informou ter atendido, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 124 chamadas relacionadas a deslizamentos e desabamentos, 135 de quedas de árvore, além de 44 casos de inundações.

Na região, a cidade de Brumadinho ficou ilhada por causa das chuvas que fizeram o rio Paraopeba transbordar e bloquear as duas rodovias de acesso à cidade. Um helicóptero dos bombeiros retirou pessoas ilhadas e levou mantimentos aos moradores.

Em Betim, o hospital da Colônia Santa Izabel, anteriormente utilizado para tratamento de hanseníase, foi inundado após temporal e pacientes precisaram de auxílio dos bombeiros para sair do local.

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