Brasil vai investir 1,8 bilhão na compra de helicópteros de Defesa

Isabela Vieira
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou hoje (22) que o Brasil vai investir 1,8 bilhão de euros em 50 helicópteros. Os equipamentos serão construídos por meio da troca de tecnologia com a França, que vai ajudar também na fabricação de cinco submarinos, sendo um de propulsão nuclear. Segundo Jobim, os contratos entre os países começaram a ser assinados hoje.

Os helicópteros modelo EC-725 serão construídos em Minas Gerais pela empresa Helibrás, controlada por um grupo francês e pelo governo estadual. Fornecedores brasileiros vão participar da operação que, de acordo com Jobim, deve gerar 500 empregos diretos, além de 5 mil indiretos. "Está prevista também a ida de engenheiros brasileiros a fábricas francesas."

Para os submarinos, o acordo é diferente. O custo ainda não foi divulgado, mas Jobim informou que os franceses foram escolhidos por causa da possibilidade da troca de tecnologia. Eles vão contribuir também com o estaleiro onde as embarcações serão construídas. No caso do submarino nuclear, contribuirão com com apenas o casco, já que a Marinha tem o próprio programa nuclear.

O ministro da Defesa explicou que o submarino nuclear tem a vantagem de ficar até oito meses submerso e será fundamental na patrulha da costa brasileira, principalmente entre as cidades de Santos (SP) e Vitória (ES), onde estão localizadas importantes reservas de petróleo, inclusive, as bacias da camada pré-sal. A base deste submarino deverá ser a Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro.

Para a área da Defesa, o ministro ressaltou que estão em estudo outros contratos entre Brasil e França, entre os quais o que prevê a fabricação de aviões do tipo caça. O estudo com o parecer técnico da Aeronáutica deve ficar pronto até junho do próximo ano. "Vamos deixar bem claro: não é comprar aviões é construir aviões no Brasil."

Os acordos anunciados por Jobim deverão ser assinados amanhã (23), durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. De acordo com nota do Ministério das Relações Exteriores, na agenda dos dois presidentes, está prevista a assinatura de contratos.

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