Rapaz morre ao receber descarga elétrica no celular; em 3 meses, é o terceiro caso em GO

Sebastião Montalvão
Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia (GO)

A comemoração de Natal com amigos acabou em tragédia para o trabalhador rural Eric Henrique de Oliveira, 18. O jovem morreu após receber uma descarga elétrica enquanto falava ao celular, que estava conectado ao carregador, em uma fazenda no município de Bonfinópolis (27 km de Goiânia). De acordo com familiares e amigos, um raio que caiu nas proximidades teria atingido a rede elétrica e seria a causa da morte do rapaz. Foi o terceiro caso em Goiás desde outubro.
  • Cristina Cabral/O Popular/AE

    O trabalhador rural Eric Henrique de Oliveira nem chegou a receber atendimento médico


"Estamos todos chocados com a situação. Era um menino bom, trabalhador. Foi uma grande fatalidade", disse a mãe, muito emocionada. Oliveira nem chegou a receber atendimento médico: foi socorrido por familiares e levado ao hospital de Urgências de Goiânia, mas já estava morto. "Foi um choque muito forte. Não deu tempo para fazermos mais nada", afirmou Levino Leão, que estava com o rapaz no momento da descarga.

Leão conta que o grupo de amigos e familiares estava na fazenda comemorando o Natal. Chovia muito e Éric havia colocado o celular para carregar. Mais tarde, resolveu fazer uma ligação. "Nunca vi nada igual. Foi um momento desesperador", diz. Ele conta que chegaram a procurar ajuda em Bonfinópolis, mas preferiram levar o rapaz para Goiânia, já que a fazenda fica a menos de 40 minutos da capital.

Para o tenente do Corpo de Bombeiros de Goiânia, André Gonçalves, é preciso haver prevenção. "É uma ocorrência rara, mas é sempre importante e necessário pensar em prevenção. Nessas situações de chuvas e trovoadas, é sempre bom evitar. Tanto no celular conectado à tomada como o próprio telefone fixo, ligado à rede convencional", explica.

Histórico
Além de Oliveira, outras duas mortes com as mesmas características foram registradas em Goiás, somente nos últimos três meses. Em outubro, Maria das Graças Santos Barrozo, 51, morreu eletrocutada enquanto falava ao telefone, de uma linha fixa. O filho, Derisvaldo Santos Barros, 31, também recebeu a descarga e sofreu queimaduras. A sala onde o aparelho estava conectado pegou fogo.

No mês passado, um adolescente de 15 anos também morreu em Goianésia (GO) quando falava ao celular no momento em que um raio caiu próximo à casa onde ele estava. O aparelho estava ligado à tomada. Ele atendeu a uma chamada, recebeu a descarga e foi lançado a uma distância de dois metros, segundo testemunhas.

De acordo com estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a incidências de raios no Brasil é de cerca de 50 milhões por ano. O estudo, porém abrange apenas nove estados: Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

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