Empresário alemão foi atropelado por uma espécie de bote, diz delegado

Do UOL Notícias*
No Rio de Janeiro

Para o delegado da 167ª Delegacia de Polícia Civil, Alessandro Petralanda Santos, uma pequena embarcação, possivelmente um bote, atropelou o empresário alemão Christian Martin Wölffer, que morreu nesta quarta-feira (31), véspera de Réveillon em Paraty (RJ).

Wölffer foi resgatado do mar pelos atores globais Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima quando pedia socorro. "Estamos muito tristes e chocados, foi uma brutalidade. Fizemos o que podíamos, mas, para nossa perplexidade e impotência, nada mais poderia ser feito", afirmaram os atores por meio da assessoria.

Laudo do IML sobre acidente ainda não foi concluído

  • Reprodução

    O empresário Christian Martin Wölffer, proprietário da vinícola Wölffer Estate, chegou a ser socorrido por atores, mas não resistiu aos ferimentos



Com cortes nas costas, o estrangeiro chegou sem vida à Santa Casa de Misericórdia de Paraty. O corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) de Angra dos Reis e deve seguir para os Estados Unidos ou para Alemanha.

O empresário tinha 69 anos, morava nos Estados Unidos e era proprietário da vinícola Wölffer. O alemão estava hospedado em Paraty, na casa de empresários brasileiros, para passar o Ano Novo. A assessoria do empresário disse que "estão todos transtornados" e que a filha do magnata deverá chegar ainda hoje no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal de Angra analisa o caso para saber se vai instaurar inquérito. O consulado alemão não se manifestou e presta assessoria para resolver os trâmites burocráticos juntamente com o Ministério de Relações Exteriores.

Apesar do laudo do IML de Angra dos Reis não ter sido divulgado ainda, o Laboratório Técnico de Embalsamento e Formolização, responsável por embalsar o corpo do alemão, informou que o atestado de óbito indica anemia aguda por hemorragia interna. O laboratório aponta ainda cortes transversais nas costas, o que evidencia acidente causado por hélices de embarcação. O embalsamamento do cadáver deve durar mais 72 horas.

Em informe à imprensa, a Capitania dos Portos disse que, se o laudo do IML confirmar o atropelamento por embarcação, será aberto inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. Ressaltou, também, que coíbe rigorosamente o uso de embarcações motorizadas na faixa de 200 metros da praia, exclusiva para banhistas e que, no dia do acidente, a Marinha realizava operação no local, tendo inclusive fotografado e notificado alguns infratores.

*Com Agência JB

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